Volume de represas e nascentes aumenta no noroeste paulista

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Primeiro semestre deste ano foi decisivo para o aumento no volume d’água.
Em 2014, represa municipal chegou a baixar o volume em quatro metros.

O tempo continua bastante seco em São José do Rio Preto (SP) e em diversas cidades da região noroeste paulista, mas a situação é diferente de dois anos atrás, quando o noroeste paulista sofreu com um período intenso de seca. O primeiro semestre deste ano foi bastante chuvoso o que fez com que as represas voltassem aos níveis normais e nascentes fossem recuperadas.

Represa de Rio Preto abastece um terço da população da cidade (Foto: Reprodução / TV TEM)
Represa de Rio Preto abastece um terço da população da cidade (Foto: Reprodução / TV TEM)

A represa que abastece um terço da população de Rio Preto voltou a esbanjar um bom volume de água após as chuvas do início do ano. Situação bem diferente de 2014 quando nesta mesma época a seca deixou à mostra os bancos de areia. A água chegou a baixar quatro metros.

Aos poucos as nascentes, os rios e o verde da paisagem vão se recuperando da estiagem e ganhando força no cenário ambiental. No sítio onde o produtor rural João Bardela mora, a situação era bem diferente dois anos atrás. “Era muito triste. Tudo que se plantava não nascia. Morria porque não tinha água. Agora tudo que é plantado acaba colhido”, diz o produtor.

Vertedouro da represa está mais seco do que de costume (Foto: Reprodução/ TV TEM)
Vertedouro da represa durante a seco (Foto: Reprodução/ TV TEM)

A terra esturricada, onde deveria correr água, chamava a atenção em 2014. No mesmo local, a água em abundância traz o alívio e a alegria para o produtor rural. “Hoje é uma alegria muito grande me deparar com essa cena de cheia diante meus olhos. Água correndo no leito do rio”, afirma o produtor.

Em uma das nascentes do rio Preto a cena da seca era registrada em 2014, mas depois do período chuvoso, a situação mudou no local.

Em Cedral (SP), bem antes da seca, a água do córrego seguia para a represa de Rio Preto, que abastece o município. Em 2014, o córrego estava seco. Dois anos depois, a situação ainda não mudou mesmo com as fortes chuvas.

Segundo o biólogo e pesquisador da Unesp Arif Cais, dificilmente a cena será vista novamente. “O trecho servia apenas como curso d’agua. A nascente do córrego foi soterrada provocando a morte do rio”, afirma o biólogo.

O mesmo problema é encontrado em Mirassol (SP), onde existe a nascente de um dos rios mais importantes da região, o São José dos Dourados, que deságua no Rio Paraná. Em 2014 no caminho que deveria correr água, apenas lixo era possível ser encontrado. Atualmente o local foi limpo e um trabalho de reflorestamento foi realizado nas margens do córrego, mas a água, um dos bens mais preciosos, ainda não retornou.

Período chuvoso recuperou alguns rios e nascentes da região noroeste (Foto: Reprodução / TV TEM)
Período chuvoso recuperou alguns rios e nascentes da região noroeste (Foto: Reprodução / TV TEM)

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