Vereador presta depoimento sobre caso de menor suspeita de abuso

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Um dos suspeitos chega à delegacia para depoimento (Foto: Reprodução/ TV TEM)

A Polícia Civil ouviu nesta quinta-feira (4) três suspeitos de envolvimento no caso da menina de 13 que diz ter sido explorada sexualmente por uma aliciadora em Ipiguá (SP). As pessoas ouvidas são um vereador da cidade, um ex-vereador e um comerciante.

De acordo com a polícia, o vereador se apresentou de forma espontânea e o depoimento dele durou cerca de uma hora. Em seguida, o comerciante também conversou com a polícia por cerca de uma hora. Pela manhã, um ex-vereador de Ipiguá também prestou depoimento.

Segundo a polícia, todos negaram envolvimento com a adolescente de 13 anos. Essas pessoas  foram citadas pela menor na denúncia feita ao Ministério Público. Elas fariam parte de uma lista de homens que teriam pago para fazer programas com ela. Constam também na lista um funcionário público, um médico, pessoas influentes na cidade.

Os encontros, segundo a adolescente, eram marcados por Silvia Melo, que também está sendo investigada. O delegado que investiga o caso recolheu os telefones celulares dos suspeitos que estiveram na delegacia. “Todos eles já entregaram os celulares para que a polícia faça uma perícia e autorizaram quebrar sigilo bancário. Então vamos requisitar aos órgãos para que eles provem esse fato grave”, afirma o delegado José Augusto Fernandes. A TV TEM tentou entrar em contato com o advogado de Silvia, mas o celular estava desligado.

Menor diz dos R$ 5 mil que iria receber se mudasse versão (Foto: Reprodução/ TV TEM)Menor diz dos R$ 5 mil que iria receber se mudasse
versão (Foto: Reprodução/ TV TEM)

Depois que o caso veio à tona, a adolescente disse que começou a ser coagida a mudar o depoimento por pessoas envolvidas na investigação. Uma delas, amiga da menor, foi ouvida nesta quarta-feira (3) e negou as acusações. A menor disse também queofereceram R$ 5 mil para ela desistir da denúncia.

Segundo André Luís Souza, promotor da Infância e Juventude, os depoimentos da menor ao Ministério Público não podem mais ser mudados. “Tomamos a cautela de ouvir a jovem em três oportunidades por causa da coação, não há mais como coagir a adolescente, oferecer dinheiro, porque nas três versões, tanto no envolvimento no caso da morte do delegado e da exploração sexual ela manteve a mesma declaração. Não há mais como ouvi-la de novo”, afirma o promotor.

Um dos suspeitos chega à delegacia para depoimento (Foto: Reprodução/ TV TEM)Um dos suspeitos chega à delegacia para depoimento
(Foto: Reprodução/ TV TEM)

A exploração sexual
A promotoria da Infância e Juventude de Rio Preto e a Polícia Civil estão investigando o caso de exploração sexual à menina de 13 anos em Ipiguá. Segundo a adolescente, os encontros eram marcados pelo celular da aliciadora, que seria Sílvia Melo. A maioria dos encontros teriam acontecido em um motel às margens da BR-153, entre Onda Verde (SP) e Ipiguá.

A jovem conta que a mãe usa drogas e a expulsou de casa no começo do ano. Por isso, foi morar na casa do namorado, em Ipiguá, cidade com cerca de 5 mil habitantes. Mesmo com o fim do relacionamento, ela continuou na casa, mas foi obrigada pela mulher a fazer programas como forma de pagamento pela moradia.

Lista de ‘clientes’
Segundo as investigações, a lista dos supostos homens que pagaram para abusar sexualmente da adolescente tem nomes de médico, advogado, empresário, político e funcionário público.

O juiz  da Infância e Juventude de Rio Preto, Evandro Pelarin, disse que pedirá a prisão de quem tentar obstruir a investigação. “Muito importante dizer que se houver manifestação dos suspeitos em chegar perto da menina, vamos entender como ameaça à investigação porque o caso é sério. A medida cabível de quem obstruir a investigação será a prisão”, afirma.

Menor disse que teve de se prostituir para ficar na casa (Foto: Reprodução/ TV TEM)Menor disse que teve de se prostituir para ficar na casa (Foto: Reprodução/ TV TEM)

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