Vacina contra meningite está em falta em Catanduva

0
Foto: Reprodução/NSC TV

Secretaria de Saúde da cidade afirma que o Ministério da Saúde não encaminhou doses. Várias cidades do Estado de São Paulo não têm vacina; Ministério disse que fornecedor teve problemas com entrega do produto.

As doses da vacina contra a meningite estão em falta há duas semanas em Catanduva (SP). Segundo a Secretaria de Saúde da cidade, a vacina está em falta porque o Ministério da Saúde não encaminhou o produto.

“Constumamos receber de 300 a 400 doses por mês, mas em novembro foram 50 doses e no início de dezembro 42”, explica Natalia Costa, chefe de imunização da cidade.

No entanto, o mesmo problema ocorre em outras cidades do Estado de São Paulo. Em Olímpia (SP), município que registrou casos da doença neste ano, os postos de saúde chegaram a ficar sem vacina em outubro e a situação apenas foi regularizada recentemente.

Documentos enviados pelo Ministério da Saúde mostram que o problema na distribuição das vacinas começou em agosto deste ano, quando o Governo Federal informou que encaminharia apenas 72% das doses necessárias. No entanto, no mês seguinte a Secretaria de Saúde do Estado recebeu apenas metade do número do produto e, em outubro, 64%. Já em novembro, o ministério disse que estava regularizando a situação, mas a vacina permanece em falta.

O Ministério da Saúde disse que os envios mês a mês caíram porque o fornecedor da vacina teve problemas de entrega. Afirmou que tentou encontrar uma solução internacional, mas nenhum laboratório no mundo tem condições de atender a demanda brasileira. Disse também que 252 mil doses estão sendo enviadas ao Estado de São Paulo, já para Catanduva a informação é de que até terça-feira (18) as doses estarão nos postos de saúde.

Transmissão e sintomas

A meningite é transmitida quando pequenas gotas de saliva da pessoa infectada entram em contato com as mucosas do nariz ou da boca de um indivíduo saudável. Pode ser por meio de tosse, espirro ou pelo contato com barras de apoio dos ônibus, por exemplo. Por isso, ambientes com muita gente e pouca circulação de ar são ideais para o contágio, e a doença costuma se espalhar muito no inverno.

Os principais sintomas da meningite são dor de cabeça, febre e confusão mental. Nem sempre há rigidez na nuca, e o teste não pode ser feito por um leigo apenas ao baixar a cabeça – só um médico pode avaliar o quadro corretamente. O diagnóstico “padrão ouro” ocorre pelo exame do líquor, líquido que banha o sistema nervoso. A cor do líquor já indica se a meningite é por bactéria ou vírus.

As vacinas de meningite disponíveis na rede pública são: pneumocócica 10 valente, meningocócica C conjugada, e pentavalente. Já na rede privada, para crianças, são oferecidas a pneumocócica 13 valente, a meningocócica A, C, W, Y, e a pentavalente.

Outras dicas de prevenção da doença são: nunca pegue um caracol africano na mão, lave bem as folhas das verduras (coloque algumas gotas de hipoclorito de sódio em 1 litro de água, e use também água corrente) e mantenha as mãos sempre limpas.

Infográfico explica a meningite — Foto: G1
Infográfico explica a meningite — Foto: G1