Teto para aumento de gastos já está formalizado para 2017, diz Meirelles

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O Ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, durante evento em São Paulo nesta sexta-feira (19) (Foto: Karina Trevizan/G1)

Ministro da Fazenda participou de reunião com Temer e outras autoridades.
Saúde e educação mantêm investimento mínimo previsto na Constituição.

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse nesta sexta-feira (19) que a vigência do teto para o aumento dos gastos públicos em 2017, limitado à inflação prevista para 2016, foi aprovada e formalizada em reunião de ministros e lideranças do Congresso realizada nesta sexta-feira (19) em São Paulo.

 

“O objetivo fundamental da reunião foi definir alguns pontos da proposta para o Orçamento de 2017 do governo federal”, disse o ministro, acrescentando que a proposta orçamentária para o ano que vem deve ser apresentada formalmente na segunda-feira (22).

“Portanto, nesses termos, as despesas totais do ano de 2017 serão aquelas de 2016 previstas, acrescidas da inflação prevista para 2016 de 7,2%.”

Para a saúde e educação, o ministro afirmou que as despesas continuarão seguindo o limite mínimo estabelecido pela Constituição, mas acrescentou que a evolução desses gastos também está sujeita à limitaçao pela inflação.

Atualmente, as despesas com saúde e educação são vinculadas à receita líquida do governo. Com a alteração da norma, se aprovada pelo Congresso Nacional, elas passarão a ter um percentual definido em relação ao teto fixado, crescendo não mais do que a inflação.

Para que a limitação dos gastos públicos de acordo com a inflação do ano anterior também seja adotada para os próximos anos, o governo aguarda aprovação de Proposta de Emenda Constitucional enviada ao Congresso. Meirelles tem defendido a aprovação da medida como parte fundamental do ajuste fiscal.

Reunião
O presidente em exercício, Michel Temer, se reuniu nesta tarde em São Paulo com várias autoridades. A assessoria do Planalto confirmou a participação do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB – AL), o ministro-chefe da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima, o ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, o secretário-executivo do Programa de Parcerias de Investimentos da Presidência, Wellington Moreira Franco, o líder do governo na Câmara, deputado André Moura (PSC-SE), a senadora Rose de Freitas (PMDB-ES), o deputado Carlos Sampaio (PSDB – SP), o líder do governo no Senado, Aloysio Nunes (PSDB) e o senador Romero Jucá (PMDB – RR).

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