‘Teremos de fazer esforço para incluir Estados’ na reforma da Previdência, diz secretário do Tesouro

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O secretário do Tesouro, Mansueto Almeida, em evento nesta quinta-feira (8) — Foto: Alan Teixeira/BTG Pactual Divulgação

O secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, disse nesta quinta-feira (8) que será preciso um esforço para incluir Estados e municípios na reforma da Previdência durante a tramitação da proposta no Senado.

A aprovação da proposta de emenda à Constituição (PEC) que trata da reforma foi concluída em segundo turno pelos deputados nesta semana. Nesta quinta, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) entregou o texto da reforma da Previdência ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP).

“Mais ou menos 70% dos funcionários públicos nos estados estão em regimes especiais, e a média de aposentadoria é de 49 anos. Não faz sentido”, afirmou Mansueto. “Teremos de fazer um esforço para incluir os Estados.”

Em 2019, o déficit da Previdência dos estados deve chegar a R$ 144,6 bilhões. Em quatro anos, o rombo dos governos estaduais avançou 137%.

Ajuste longo

Embora tenha apontado a importância da aprovação da reforma da Previdência, Mansueto reconheceu que o acerto fiscal ainda é longo. Segundo ele, o país precisa de um ajuste total de R$ 300 bilhões.

A expectativa dele é que o país possa alcançar um superávit primário (economia feita para pagar os juros da dívida) de 2% do PIB – número capaz de estabilizar o aumento da dívida pública – em 2024.

“Aprovamos uma reforma da Previdência com potencial de economia de mais de R$ 900 bilhões nos próximos 10 anos”, afirmou o secretário do Tesouro. “Estou otimista. O país precisa de um ajuste de R$ 300 bilhões, mas ele é possível.”

Neste ano, o governo central tem uma meta de déficit primário de R$ 139 bilhões.