Sexta 13 pode ter depoimentos reveladores na CPI da Emurb

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Rillo disse que a CPI vai até 2020

As duas empresárias participaram da licitação mesmo sendo impedidas por lei, já que uma é esposa e outra irmã do então secretário Liszt Abdala. Na época que veio à tona a participação delas, Liszt foi orientado a pedir demissão do cargo

Nesta sexta 13, a partir das 9 horas, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga a Empresa Municipal de Urbanismo (Emurb) retoma seus trabalhos. Na pauta estão dois depoimentos que podem envolver mais gente na mira da comissão.  Fany Warik e Liszeila Abdala, esposa e irmão do ex-secretário de Desenvolvimento Econômico, Liszt Abdala, foram convocadas para darem esclarecimentos sobre a licitação para digitalização do sistema de Zona azul. O presidente da CP, vereador Marco Rillo (PT), não tem certeza da presença das duas empresárias.

Para Rillo, os depoimentos podem não revelar nada importante. “Mesmo assim, convocamos por dever de oficio”, disse. As duas empresárias participaram da licitação mesmo sendo impedidas por lei, já que uma é esposa e outra irmã do então secretário Liszt Abdala. Na época que veio à tona a participação delas, Liszt foi orientado a pedir demissão do cargo. Ele resistiu, porém o governo pressionou e ele saiu.

No início das investigações, os membros da CPI da Emurb descobriram que a empresa da Liszt, Marbel  Telecomunicações havia participado de vários outras licitações. Agora, a CPI quer saber se o ex-secretário tinha conhecimento da participação da esposa e da irmã no processo da Zona Azul. Ele já afirmou que não sabia. Não convenceu. Hoje, se as empresárias comparecerem às audiências, os investigadores vão pressionar para ver se conseguem alguma confirmação.

PRAZO – O vereador Marco Rillo disse que quer cumprir o prazo de conclusão das investigações até o dia 25 de agosto. O presidente da Câmara, vereador Jean Charles Serbeto (MDB), no dia 14 de junho decretou o fim da CPI da Emurb. Através de um parecer da Diretoria Jurídica, Serbeto suspendeu os trabalhos da comissão, alegando seu fim, considerando a contagem de dias corridos e não úteis como prevê o Regimento Interno da Câmara. Ignorando a decisão de Serbeto, Marco Rillo apelou á Justiça. No dia 21 de junho, o juiz Adilson Araki, da primeira Vara da Fazenda, concedeu liminar, anulando ato do presidente da Câmara e  permitindo que a CPI se estenda até 2020.