Semana para aprimorar

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Edu Dracena marcou de cabeça contra o Santos, após escanteio cobrado por Dudu — Foto: Marcos Ribolli

Até duelo com Atlético-MG, no domingo, são mais três treinos na Academia de Futebol

O cabeceio certeiro de Edu Dracena após escanteio e a falta direta cobrada por Victor Luis ajudaram o Palmeiras, no último sábado, a derrotar o Santos por 3 a 2. Agora, dos 51 gols do time no Campeonato Brasileiro, 18 (ou 35%) têm como origem a bola parada.

Arma importante na campanha do título brasileiro de 2016, sob comando de Cuca, a bola parada também volta a ter grande peso no trabalho dirigido por Luiz Felipe Scolari.

Líder da competição, o Palmeiras é a equipe que faz mais fez gols dessa forma: dez após escanteios, dois a partir de falta para a área, três de falta direta e três de pênalti.

– É muito importante. Bola parada decide jogos, decide clássicos. Clássico geralmente é bem pegado, mais difícil do que outros jogos, e a bola parada faz diferença – comentou o volante Jean, um dos especialistas do elenco no assunto.

Coincidência ou não, o segundo time que mais usou a bola parada para balançar a rede foi justamente o vice-líder, Internacional, com 15 gols marcados.

Restando seis rodadas para o final do Brasileirão, o Palmeiras tem agora uma oportunidade rara na temporada: uma semana cheia para se preparar até o duelo de domingo, contra o Atlético-MG, em Belo Horizonte. Preparar-se também, é claro, na bola parada.

– É uma semana ótima para trabalhar esse aspecto. Não só ele, também o aspecto tático e físico. Tivemos um ano muito pesado. Essa semana vai ser muito importante para tudo isso – disse Jean.

Os treinos, não só de bola parada, não são mais acompanhados pela imprensa. Desde agosto, por determinação da diretoria, em consenso com comissão técnica e elenco, os jornalistas podem acompanhar apenas os primeiros minutos de aquecimento antes de deixar a Academia.

MARCOS ROCHA AINDA É DÚVIDA

Apesar de ter se juntado novamente ao restante do elenco do Palmeiras desde a semana passada, Marcos Rocha treinou com uma bandagem na panturrilha e na coxa da perna direita, na tarde desta quinta-feira, antevéspera do duelo com o Atlético-MG, em Belo Horizonte.

O lateral-direito não atua há um mês justamente em função de uma lesão na panturrilha, mas vem treinando com bola e deve ficar à disposição da comissão técnica para a partida na capital mineira.

A definição do técnico Luiz Felipe Scolari, porém, só deverá ser conhecida momentos antes do jogo, já que todos os treinos na Academia de Futebol têm sido fechados.

Sem Mayke, que ainda tem uma partida de suspensão a cumprir no Campeonato Brasileiro, a escolha do treinador no clássico do último sábado, contra o Santos, foi improvisar Jean que atuou bem no primeiro tempo, mas foi substituído na etapa final para acertar a marcação do setor.