Sampaoli confirma que Cueva não estará no jogo contra o Avaí

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Cueva está fora do jogo contra o Avaí — Foto: Ivan Storti/Santos FC

Treinador tem de escolher cinco dos seis estrangeiros à disposição; peruano perdeu treinos por nascimento prematuro da filha

O técnico Jorge Sampaoli revelou em entrevista coletiva nesta sexta-feira, no CT Rei Pelé, que o peruano Christian Cueva não será relacionado para o jogo deste domingo, entre Santos e Avaí, na Vila Belmiro. A partida, válida pela 12ª rodada do Campeo será às 16h (de Brasília)

O jogo entre Santos e Avaí terá transmissão da TV Globo para os estados de SP, SC e PR com narração de Cleber Machado e comentários de Caio Ribeiro. O Premiere transmite ao vivo para todo o Brasil com narração de Linhares Jr.

Isso porque Cueva foi liberado para viajar ao Peru na semana passada por conta do nascimento prematuro de sua filha. A viagem fez o meia perder uma semana de treinamentos e o tirou de combate para o confronto deste fim de semana.

Por conta do limite de estrangeiro (cinco por partida), Sampaoli terá de cortar um gringo. Com o desfalque de Cueva, Felipe Aguilar, Carlos Sánchez, Soteldo, Derlis González e Uribe serão relacionados.

– Cueva teve problema na preparação, o filho no Peru, para essa partida não ficará à disposição. Está em desvantagem. No futuro, pode nos dar coisas que necessitamos no meio-campo se estiver bem – afirmou Sampaoli.

Jorge Sampaoli também comentou sobre outros atletas que ainda não foram utilizados desde que chegaram ao Santos: Jobson e Evandro.

De acordo com o treinador, ainda não dá para cravar que ambos estarão em campo no jogo deste domingo, mas os atletas tem treinado normalmente e devem ganhar uma oportunidade em breve.

– Depende. Sinceramente não sei quem vai jogar. Jobson teve lesão forte no Aspirantes, voltou ontem a treinar e vamos ver dia a dia. Evandro está crescendo e tem que buscar um lugar para ver se pode ser comparado aos que habitualmente jogam.

O Santos treina nesta sexta-feira e no sábado, quando encerra a preparação para enfrentar o Avaí. A reapresentação do elenco está marcada para segunda-feira, mas os atletas ganham folga na terça.

Veja outras respostas de Sampaoli

Disputa pela liderança

– Diferenças são marcantes e existem. De projeto, de objetivo, Palmeiras não se desarma quando sai campeão, ao contrário, potencializa o time. Estamos construindo um time como Palmeiras, Internacional, que potencializam o Brasileirão. Assim como Flamengo, Atlético-MG e um montão de times, com objetivo principal a busca de brigar pelo campeonato. Não se busca em três meses, se planeja com mais tempo. Vivemos uma situação parcial, um momento de liderança e temos que seguir construindo. São situações que não têm a ver com a forma como os outros elencos maiores resolvem as coisas.

Palmeiras

– Sobre as competições do Palmeiras ou quase todos que se preparam para vencer o Brasileirão, nos dá a possibilidade de nos deixar fortes em um campeonato com o elenco que temos. Se tivéssemos duas, seria mais difícil, mas temos uma e podemos usar essa vantagem.

Estilo de jogo contra o Avaí

– Somos uma equipe que propõe o gol rival, mas temos jogadores que nos ajudam a todo tempo, que sustentam o ataque e tenta neutralizar os contra-ataques. Equipe entende momentaneamente como se defender. Matéria pendente é a adversidade, o que aconteceria se Avaí fizer um gol. O que aconteceria? Trabalhamos nisso todo dia, com treinamentos que nos deixem convictos. Santos é incrível porque ganha hoje, é assim. Jogadores compreendem jeito de jogar e de se conectar, fico feliz porque o futebol é deles, não dos técnicos. Ajudamos, damos treinos, mas jogadores compraram ideia e vamos ver se conseguem manter na adversidade.

Setor defensivo

– Jogamos com três zagueiros, mas com linha de 4 contra o Botafogo. Zagueiro de lateral é pela transição, transições muito velozes. Estou aprendendo sobre o futebol brasileiro. Quando temos dois laterais ofensivos, temos basicamente duas transições. Quando temos lateral central, fica na linha de 4 e defendemos num 3-2-5 contra rivais de transição forte. Quando rival fica muito atrás, ficamos no 2-3-5, depende da particularidade do jogo.

Aulas de português

– Tenho um aplicativo que uso e estudo um pouco. Entendo tudo, mas não me animo a falar muito. Entendo, vou a cinema e vejo filmes em português. Entendo tudo, mas o que me atrapalha é fazer o ridículo de falar normalmente, não me sinto seguro.

Crianças da árvore

– As crianças querem muito ver os jogadores, subiam nas árvores. Não estão tão contaminados como a gente. Com o tempo não virem a gente, são genuínos, autênticos, me gusta muito dedicar tempo a eles. Falando com eles sinto que encontro pessoas que falarão o que sentem e pensem, sem manipular nada.

Cadu, lateral da base

– Cadu está começando, nos chama a atenção. Participa dos treinamentos agora. Matheus Ribeiro não fez o que esperávamos, disse que era melhor jogar em outro lugar. Não chegamos ao entendimento de jogo, mesmo que tenha deixado tudo em campo. Cadu chega agora, tem condições totais, mas não sinto para hoje. Mais do que potencial, precisa aprender a lidar com zagueiro, volante, extremo… Jogador brota pela qualidade individual, não pelas relações. É preciso se relacionar.