Rio Preto registra mais de 50 casos de estupro em quatro meses

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Jovem foi vítima de estupro no fim de semana em Rio Preto (Foto: Reprodução/TV TEM)

Número é 60% maior do que o registrado no mesmo período do ano passado. Crime assusta cada vez mais as mulheres.

s casos de estupro aumentaram neste ano em São José do Rio Preto (SP) e, só neste ano, mais de 50 mulheres foram violentadas. O aumento é de quase 60%, em relação ao mesmo período do ano passado.

Não é só em Rio Preto que os casos de estupro aumentaram, mas em todo estado de São Paulo. Nos quatro primeiros meses deste ano foram registrados 3.542. No ano passado, foram 300 casos a menos. Só em Rio Preto, de janeiro a abril deste ano foram registrados na cidade 52 casos de estupro. No mesmo período do ano passado foram 33, um aumento de quase 60%.

A delegada Dálice Ceron, da Delegacia de Defesa da Mulher, explica que a maioria dos casos ocorre dentro de casa e entre pessoas conhecidas. Ela diz ainda que esse aumento tem a ver também com a coragem das mulheres que agora estão denunciando mais o que é muito importante.

“O que com certeza acontece é se ele agiu com essa mulher, ele vai à procura de outras. A gente sempre pede para a mulher identificar algo do suspeito, uma tatuagem, uma cicatriz, porque nem sempre eles permitem um contato visual”, afirma a delegada.

A violência sexual deixa marcas físicas e psicológicas nas vítimas. Um dos últimos casos registrados em Rio Preto aconteceu no último fim de semana, quando uma estudante foi atacada quando voltava da faculdade.

A jovem, de 18 aos, que prefere não se identificar ainda está bastante assustada e sob efeitos de medicamentos. Na última sexta-feira (26), ela estava voltando da faculdade, perto de casa, na região norte da cidade, quando foi rendida por um homem armado que a obrigou a entrar em uma casa em construção.

“Pensei que fosse um assalto. Tanto que eu ia dar minha bolsa, já estava dando a bolsa. Aí ele falou para eu andar, na hora que eu entrei na casa, eu sabia o que ele ia fazer. Ele pegou um canivete, começou a raspar minha blusa, mas aí ele puxou. Ele viu que não ia rasgar tudo”, afirma a mulher.

A jovem foi estuprada e ainda teve ferimentos na perna e no braço que foram feitos com um canivete. A ação foi rápida porque o homem fugiu ao ouvir o barulho de uma moto. A universitária está com medo e com dificuldades pra retornar à rotina.

“Ele começou a me cortar, aí foi na hora que eu gritei, ele me dava soco na cabeça, porque eu queria ver quem era. Aí um moço parou de moto, ele me mandou ficar quieta. Ainda olhei para o moço de moto para ver se ele percebia alguma coisa, mas ele não percebeu e foi embora”, diz.