Rio Preto fecha time feminino e alega que “jogadoras pediram salários superiores ao masculino”

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Foto: Léo Roveroni/Assessiva Comunicação

Por: GloboEsporte.com

Campeão Brasileiro em 2015, bicampeão paulista e referência no futebol feminino no país, o Rio Preto não disputará a temporada deste ano. O clube rompeu com o parceiro – o Juventude de São José do Rio Preto – no fim do ano passado e não tem como arcar sozinho com os custos de uma nova equipe.

Os motivos apresentados para explicar a ausência são a falta de verba e uma mudança imposta pela Federação Paulista de Futebol (FPF) em relação à autorização para que times não federados disputem a competição.

Em contato com o GloboEsporte.com, a direção do Rio Preto disse que o salário pedido pelas jogadoras é superior ao que o clube paga aos atletas masculinos que disputam a Série A3 do Campeonato Paulista, equivalente à terceira divisão de SP. O clube ainda reclama da postura da FPF em relação aos clubes não federados. Veja a nota na íntegra.

“A Federação Paulista de Futebol praticamente banalizou a disputa do Paulistão Feminino deste ano, ao permitir que times não federados disputem a competição. Se a moda pegar, por principio da isonomia, times de futebol de bairro poderão requerer a mesma condição para disputar o campeonato masculino profissional. O Paulista ficou banalizado.

Não contarmos com a verba da Prefeitura, fato que no passado amenizou custos, embora o clube pelo seu lado as complementava sempre com apoios financeiros, logístico e administrativo.

Os custos para a disputa estão altamente pesados. O mercado, com a entrada de grandes clubes na disputa, está inflacionado. Os salários solicitados por atletas medianas é superior aos pagos ao masculino. Teríamos grandes despesas com alojamentos, alimentação, transporte, hospedagem, entre outros, fatos que analisados na ponta do lápis nos fizeram rever nossas posições.

O Rio Preto EC não pode e não vai embarcar numa aventura de custos superiores a R$ 100 mil, por mês, com patrocínio ZERO. A disputa tornou-se um encargo, um verdadeiro presente de grego.

Somos um clube responsável, sério, possuímos certidões negativas de débitos, tributos federais e estaduais, diferente dos demais times do país. Pagamos nossas contas em dia. E aguardamos que em abril deste ano com a pauta já agendada, o plenário do STF, derrube a liminar, que possibilita que times caloteiros disputem campeonatos em igualdade de condições com os fichas limpas. Nosso foco e prioridade é o futebol masculino profissional e nossas categorias de base. Esta é a nossa luta.”