Rede social bane israelenses que criavam perfis falsos e atuavam até no Brasil

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Protesto contra o Facebook, em Washington (EUA), com a frase 'Conserte o Facebook', em 2018 — Foto: Saul Loeb/AFP

O Facebook removeu 265 contas da rede social e do Instagram, além de páginas e eventos. Eram conteúdos que promoviam comportamento não-autêntico, que tinham como alvo usuários no Sudeste Asiático, na América Latina e na África, segundo comunicado publicado nesta quinta (16).

Essa atividade tinha origem em Israel, de acordo com o comunicado da empresa, que tem feito um esforço para tornar públicos os seus esforços para tentar controlar brechas de privacidade e discurso de ódio em suas páginas.

“As pessoas por trás dessa rede usaram contas falsas para gerenciar páginas, disseminar seu conteúdo e aumentar o engajamento de forma artificial”, disse Nathaniel Gleicher, chefe de segurança da empresa, em um documento.

Grupo tinha 2,8 milhões de seguidores

Uma organização chamada Grupo de Arquimedes foi identificada como a fonte de parte dessas atividades –ela agora está banida do Facebook.

O Arquimedes tinha 65 contas, 161 páginas, 12 eventos e 4 perfis de Instagram. No total, eram seguidos por cerca de 2,8 milhões de perfis.

As pessoas envolvidas se apresentavam como locais nos diversos países que eles queriam influenciar, e publicavam informações que eles alegavam ser vazadas sobre políticos.

“Os administradores e donos das contas frequentemente postavam textos sobre notícias políticas, incluindo tópicos como eleições em vários países, visões de candidatos e críticas de oponentes. Derrubamos essas páginas e contas com base em seu comportamento, e não em conteúdo”, disse Gleicher.

Ele contou ainda que cerca de US$ 812 mil foram gastos em publicidade em vários países –inclusive no Brasil, onde os anúncios foram pagos em reais, mas também em Israel e nos EUA. O primeiro anúncio do grupo foi veiculado em 2012, e o mais recente, em abril deste ano.