‘Quando olhei para o carro tinha um buraco’, diz vítima ferida em assalto a empresa de valores

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Projéteis utilizados por quadrilha podem derrubar helicóptero (Foto: Reprodução/TV TEM)

Mulher estava no veículo com marido quando ficou ferida durante mega-assalto em Araçatuba (SP). Grupo de mais de 30 criminosos explodiu empresa e atacou quartel da PM. Policial civil morreu.

As marcas dos estilhaços do tiro estão espalhadas pelo corpo da mulher, de 43 anos, que estava no carro com o marido quando foi alvo da ação dos criminosos que explodiram a empresa de valores de Araçatuba (SP).

Ela, que não quis ser identificada, conta que não viu os criminosos, mas ouviu um forte barulho. A vítima só percebeu o que havia acontecido quando viu o buraco no vidro do carro e um incômodo perto da orelha.

“Eu e meu esposo achamos que era uma explosão de transformador de energia. Não tínhamos ideia do que estava acontecendo até o momento que o carro foi atingido. Foi um disparo, um zumbido muito forte. Fiquei surda. Quando olhei para o carro tinha um buraco e neste momento começou a sangrar meu ombro e minha perna. Falei para meu marido que era tiro e que tinha sido atingida”, afirma.

Mulher foi atingida por estilhaços de ação em empresa de valores de Araçatuba (Foto: Reprodução/TV TEM)
Mulher foi atingida por estilhaços de ação em empresa de valores de Araçatuba (Foto: Reprodução/TV TEM)

Câmeras de segurança de um imóvel registraram a ação da quadrilha. Cerca de 30 homens participaram do assalto, que deixou um policial civil morto e levou pânico aos moradores.

Nas imagens é possível ver os criminosos ameaçando motoristas que passam pela rua que fica entre a empresa e o quartel da Polícia Militar. Os homens estão armados com fuzis, e usam capacete, colete e máscara. Ao verem a movimentação, alguns motoristas voltam de marcha à ré. Outros que não percebem a ação criminosa são recebidos a tiros na rua.

Os ladrões ainda atiram nos postes de iluminação e na câmera que registra a ação criminosa, mas não conseguem danificar o equipamento.

Após ameaçar os motoristas, os criminosos incendiaram dois veículos para impedir a saída dos policiais do quartel próximo à sede da empresa. Houve troca de tiros.

Parte da quadrilha foi, então, até a sede da Protege e explodiu o imóvel. Moradores do bairro relataram ao menos quatro explosões, que destruíram o prédio. O grupo ficou cerca de 40 minutos no local.

Um dos cofres foi detonado e o valor levado pode ser de R$ 10 milhões, segundo informações obtidas pela TV TEM. Até a tarde desta quinta-feira (19), ninguém havia sido preso.