Produtores paulistas apostam na criação de rebanhos de caprinos

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Produtores paulistas apostam na criação de cabras — Foto: Reprodução/TV TEM

Melhoramento genético é um dos segredos do sucesso do rebanho.

O maior rebanho de caprinos de São Paulo está em Porto Feliz (SP). São mais de 640 animais, segundo o Censo Agropecuário do IBGE. O rebanho tem sido favorecido pelo uso da tecnologia na reprodução, como coleta de embriões e fecundação in vitro.

André Ferreira cria 280 caprinos. O melhoramento genético é feito no laboratório, onde sêmen e embriões permanecem congelados e prontos para serem implantados nas cabras receptoras ou vendidos para outros criadores do país. É um investimento avaliado em R$ 400 mil.

As fêmeas dão duas crias por ano. Cada animal reproduzido com biotecnologia pode ser vendido a partir dos três meses por até R$ 3 mil.

Deixar o animal se sentir à vontade também é um manejo importante. No sítio, os caprinos se alimentam com galhos de árvores frutíferas, como a goiabeira e o jamelão. Eles comem feno e palma fatiada nos dias quentes.

Em uma situação convencional, uma cabra produz em média dois litros de leite por dia. Com o melhoramento genético, a produção pode chegar a quatro litros na ordenha manual.

Marcelo Dalsoglio diz que começou com três cabras, sem grandes pretensões. Com o tempo, notando a procura por leite e carne, viu que estava diante de uma oportunidade de negócios.

Por enquanto, a procura pela carne do capril é maior, mas o leite não se perde. O litro é vendido por R$ 6. E, se depender de Bibi, uma cabra da raça sani, a produção está garantida. Ela produz até cinco litros por dia.

As encomendas de leite, queijo e doces não param de chegar. São cerca de 60 por mês. Aline Dalsoglio prepara bolo, queijos e doces.