Poupança tem maior retirada de recursos para julho em 4 anos, diz Banco Central

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Foto: Divulgação

No mês passado, saques superaram depósitos em R$ 1,6 bilhão. Na parcial do ano, saída de recursos somou R$ 16,1 bilhões.

O Banco Central informou nesta terça-feira (6) que os saques na caderneta de poupança superaram os depósitos em R$ 1,605 bilhão no mês de julho.

Essa é a maior retirada líquida de recursos da modalidade de investimentos, para meses de julho, desde 2015, ou seja, em quatro anos.

Ainda de acordo com dados do BC, a retirada líquida de recursos da poupança (ou seja, saques acima dos depósitos) foi de R$ 16,104 bilhões nos sete primeiros meses deste ano – maior saída para o período desde 2016, quando o saldo negativo foi de R$ 43,721 bilhões.

Segundo o Banco Central, os depósitos superaram os saques em R$ 38,2 bilhões em 2018.

Volume total de recursos

Conforme o BC, o estoque dos valores depositados, ou seja, o volume total aplicado na poupança, registrou pequeno aumento em julho – apesar da retirada de valores pelos poupadores.

Em junho de 2019, o saldo da poupança estava em R$ 800,647 bilhões. Em julho, passou para R$ 802,063 bilhões.

Isso ocorre porque, além dos depósitos e dos saques, os rendimentos creditados nas contas dos poupadores também são contabilizados no estoque da poupança. Em abril deste ano, os rendimentos somaram R$ 3,020 bilhões.

Atratividade da poupança

Com a queda dos juros básicos da economia para 6% ao ano, a caderneta de poupança passou a render menos, assim como outros investimentos em renda fixa.

Pela norma em vigor, há corte no rendimento da poupança sempre que a taxa Selic estiver abaixo de 8,5% ao ano. Nessa situação, a correção anual das cadernetas fica limitada a 70% da Selic, mais a Taxa Referencial, calculada pelo BC.

Com a taxa Selic atualmente em 6% ao ano, a remuneração da poupança está hoje em 4,2% ao ano, mais Taxa Referencial.

Segundo cálculos da Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), a poupança continuará sendo uma boa opção de investimento, principalmente sobre os fundos cujas taxas de administração sejam superiores a 1% ao ano.

Analistas avaliam que o Tesouro Direto, programa que permite a pessoas físicas comprar títulos públicos pela internet, via banco ou corretora, sem necessidade de aplicar em um fundo de investimentos, também pode ser uma boa opção para os investidores. O programa tem atraído o interesse de aplicadores nos últimos anos.