Polícia realiza nova perícia para investigar explosão em apartamento, em Curitiba

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Policiais fazem perícia no apartamento onde explosão deixou uma criança morte e três pessoas feridas — Foto: Anderson Grossl/RPC

Suspeita é de que material inflamável usado para impermeabilização de sofá tenha causado a explosão. Delegado quer ouvir donos da empresa que realizava o serviço para esclarecer dúvidas.

As polícias Científica e Civil realizaram no final da manhã desta segunda-feira (1º) uma nova perícia no apartamento no bairro Água Verde, em Curitiba, onde aconteceu uma explosão neste sábado (29). Uma criança morreu e outras três pessoas ficaram feridas.

De acordo com a polícia, a suspeita é que o material usado para um serviço de impermeabilização tenha causado a explosão. No momento em que aconteceu o incidente, um técnico realizava o serviço no sofá da sala do apartamento.

A Polícia Científica realizou uma primeira perícia no sábado, quando foi aberto o inquérito para investigar o caso, mas policiais voltaram ao local para colher novas provas sobre a explosão.

Caio Santos, técnico que aplicava o material no sofá, está internado em estado grave, com 65% do corpo queimado.

Raquel Lamb e Gabriel Araújo, casal que mora no apartamento, também está internado. Ela está em estado grave, com 55% do corpo queimado, e ele está em estado estável, com 30% de ferimentos pelo corpo.

Mateus Lamb, de 11 anos, morreu no sábado. Ele foi arremessado para fora do apartamento com a força da explosão. O corpo do menino foi sepultado no domingo (30).

“Foram feitas análises para excluir ou não se havia algum vazamento de gás que poderia ter causado a explosão. O laudo é que vai concluir isso, mas a princípio não houve vazamento”, disse o delegado da Delegacia de Explosivos Armas e Munições, Adriano Chohfi.

Incêndio em Curitiba deixou um morto e três feridos, em Curitiba — Foto: Arte/G1

O delegado afirmou que vai ouvir os responsáveis pela empresa que realizava a impermeabilização no sofá do apartamento para saber qual material foi utilizado, qual a forma de manuseio do produto, se foram usados equipamentos de proteção e se a empresa estava com a documentação em dia para realizar o serviço.

O advogado da empresa informou que os sócios estão chocados com a situação e que todas as precauções necessárias foram tomadas. A empresa informou que aguarda a conclusão das investigações para saber as causas da explosão.

Segundo o delegado, a perícia será concluída em até 30 dias.

De acordo com a Polícia Civil, as primeiras testemunhas começam a ser ouvidas nesta segunda-feira. Além das vítimas e dos sócios da empresa, vizinhos serão ouvidos pela polícia.

Prédio interditado

A Comissão de Segurança de Edificações e Imóveis (Cosedi), da Prefeitura de Curitiba, interditou o edifício temporariamente. Os pertences de todos os moradores precisaram ser retirados do prédio, com o apoio do Corpo de Bombeiros.

A Secretaria Municipal da Defesa Social informou que o edifício será liberado somente depois que laudo de análise estrutural, que deve ser apresentado pelo condomínio, seja analisado pela Cosedi.

O edifício tem 24 apartamentos, e cerca de 50 pessoas moram no local.

Com a força da explosão, as paredes do apartamento foram parar em um terreno ao lado do prédio.