Polícia pede quebra de sigilo telefônico de suspeita de aliciar menor

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Suspeita é de Ipiguá (SP) e estaria aliciando menor de 13 anos.

A Polícia Civil de São José do Rio Preto (SP) pediu à Justiça a quebra do sigilo telefônico de Sílvia Melo, suspeita de aliciar uma adolescente de 13 anos em Ipiguá (SP). A mulher também éinvestigada por envolvimento na morte do delegado Guerino Solfa Neto, no dia 25 de junho.

Além da quebra do sigilo dela, foram pedidos também a quebra do sigilo dos outros envolvidos na morte do delegado: Abner Calixto, Rodrigo Costa e Elias Nascimento, que estão presos. Surgiu, durante as investigações, a hipótese da menor aliciada por Silva estar na hora do crime do delegado, mas isso já foi descartado. “A adolescente não tem indícios comprovados que ela estava na cena do crime. Acredito que por ser menor, ela teria dito isso para livrar algum outro envolvido, já que a pena seria menor”, afirma o delegado José Augusto Fernandes.

A polícia tem a suspeita de que Silvia estaria com os três envolvidos na morte de Guerino e, por isso, ela foi indiciada pelo crime. “A Sílvia indiciei mesmo não tendo prova, mas tenho indícios que ela saiu com os três antes do crime. Portanto pedi a quebra do sigilo telefônico para comprovar a participação dela e já foi autorizado pela Justiça. No caso da exploração sexual, também foi pedido a quebra do sigilo telefônico da Silvia e da filha dela”, diz o delegado.

Jovem foi explorada por quatro meses (Foto: Reprodução/ TV TEM)Jovem foi explorada por quatro meses
(Foto: Reprodução/ TV TEM)

A exploração sexual
A promotoria da Infância e Juventude de Rio Preto e a Polícia Civil estão investigando o caso de exploração sexual à menina de 13 anos em Ipiguá. Segundo a adolescente, os encontros eram marcados pelo celular da aliciadora, que seria a Sílvia. A maioria dos encontros teriam acontecido em um motel às margens da BR-153, entre Onda Verde (SP) e Ipiguá.

A jovem conta que a mãe usa drogas e a expulsou de casa no começo do ano. Por isso, foi morar na casa do namorado, em Ipiguá, cidade com cerca de 5 mil habitantes. Mesmo com o fim do relacionamento, ela continuou na casa, mas foi obrigada pela mulher a fazer programas como forma de pagamento pela moradia.

Morte delegado
O delegado do Deinter-5, Guerino Solfa Neto, de 43, anos, foi encontrado morto, com um fio de celular amarrado em uma das mãos e com marcas de tiros às margens de uma vicinal da rodovia Washington Luís, em Rio Preto, na noite de sábado, 25 de junho.

A caminhonete do delegado foi localizada, na noite do dia 26 de junho, no Capão Redondo e, três dias depois do crime, a polícia prendeu o suspeito Abner Saulo Oliveira Calixto, em São Paulo. Na manhã do dia 30 de junho, o segundo suspeito de participar do assassinato foi identificado no Centro de Progressão Penitenciária (CPP) de Rio Preto. Rodrigo Costa já cumpria pena por tráfico de drogas, mas estava de saidinha temporária na hora do crime.

Segundo informações da polícia, Rodrigo confessou ter participado do crime com Abner Calixto. A Polícia Civil acredita que os dois suspeitos que mataram o delegado não sabiam que ele era policial na hora da abordagem para o assalto.

Guerino Solfa Neto era chefe do Setor de Inteligência do Deinter-5 (Foto: Reprodução/Facebook)Guerino Solfa Neto era chefe do Setor de Inteligência do Deinter-5 (Foto: Reprodução/Facebook)

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