Polícia ouve mulher suspeita de aliciar menor em Ipiguá

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Dois funcionários da prefeitura de Ipiguá prestaram depoimento. Segundo polícia, servidores negaram acusações e entregaram celulares.

Além da mulher, um advogado também foi ouvido em Rio Preto (SP).
Menor teria denunciado os dois ao Ministério Público.

A Polícia Civil ouviu nesta quarta-feira (24) mais duas pessoas suspeitas de envolvimento no caso de exploração sexual da adolescente de 13 anos em Ipiguá (SP). Prestaram depoimentos um advogado e a mulher acusada pela menor de ter feito o aliciamento.

De acordo com a polícia, os dois fazem parte da lista de nomes que foram citados pela menor na denúncia feita ao Ministério Público no mês passado. Segundo a polícia, os suspeitos negaram as acusações.

Os celulares do advogado e da mulher foram apreendidos e serão encaminhados para a perícia. A polícia agora pretende pedir a quebra de sigilo de todos os envolvidos. Ao todo, 11 pessoas já foram ouvidas sobre o caso. A polícia ainda não tem data para terminar o inquérito.

A exploração sexual
A promotoria da Infância e Juventude de Rio Preto e a Polícia Civil estão investigando o caso de exploração sexual à menina de 13 anos em Ipiguá. Segundo a adolescente, os encontros eram marcados pelo celular da aliciadora, que seria Sílvia Melo. A maioria dos encontros teriam acontecido em um motel às margens da BR-153, entre Onda Verde (SP) e Ipiguá.

A jovem conta que a mãe usa drogas e a expulsou de casa no começo do ano. Por isso, foi morar na casa do namorado, em Ipiguá, cidade com cerca de 5 mil habitantes. Mesmo com o fim do relacionamento, ela continuou na casa, mas foi obrigada pela mulher a fazer programas como forma de pagamento pela moradia.

Lista de ‘clientes’
Segundo as investigações, a lista dos supostos homens que pagaram para abusar sexualmente da adolescente tem nomes de médico, advogado, empresário, político e funcionário público.

O juiz  da Infância e Juventude de Rio Preto, Evandro Pelarin, disse que pedirá a prisão de quem tentar obstruir a investigação. “Muito importante dizer que se houver manifestação dos suspeitos em chegar perto da menina, vamos entender como ameaça à investigação porque o caso é sério. A medida cabível de quem obstruir a investigação será a prisão”, afirma. Durante depoimento, a menor disse para a polícia que um dos clientes teria oferecido R$ 5 mil para ela retirar a denúncia.

Menor disse que teve de se prostituir para ficar na casa (Foto: Reprodução/ TV TEM)Menor disse que teve de se prostituir para ficar na casa (Foto: Reprodução/ TV TEM)

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