Polícia investiga quadrilha que aplica golpes imobiliários em Rio Preto

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Vítima diz que comprou terreno que não podia ser vendido (Foto: Reprodução/TV TEM)

Nos últimos dois meses, sete pessoas foram enganadas pela quadrilha.
Eles oferecem terrenos com preço convidativo, pegam o dinheiro e fogem.

A polícia investiga uma quadrilha que está aplicando golpes imobiliários em São José do Rio Preto(SP). As vítimas são atraídas pelos preços bem abaixo dos de mercado e os golpistas apresentam documentos que, para quem não entende, parecem legítimos. Nos últimos dois meses, eles enganaram pelo menos sete pessoas na cidade.

Uma mulher, que prefere não se identificar, se interessou por uma proposta tentadora: um terreno em um loteamento da zona norte de Rio Preto. A área de dois mil metros quadrados custaria R$ 60 mil à vista. O que ela só não imaginava é que tudo se tratava de um golpe. “Eles apresentam documentos que para nós é perfeito, de contrato do loteador vendendo para eles com firma reconhecida, e depois vendendo para a gente com firma reconhecida, tudo certo a documentação”, afirma.

Ela fez um empréstimo de R$ 50 mil no banco e deu essa quantia de entrada. Depois do pagamento ela não recebeu as chaves e só aí descobriu que tinha sido enganada. “Fomos à Secretaria de Habitação e a informação é que é uma área remanescente e não podia ser vendida. Eu desconhecia o fato de ter de ir à secretaria para ver se o lote é legal, só fiquei sabendo depois”, diz.

A polícia investiga a atuação de uma quadrilha especializada neste tipo de crime. Segundo o delegado Raymundo Cortizzo, a ação dos estelionatários é quase sempre a mesma. “Ele apresenta documentos falsos, os preços convidativos e procura pessoas vulneráveis para ser convencidas”, afirma o delegado.

A polícia já identificou pelo menos um dos golpistas e ninguém ainda foi preso. Diante desses casos a orientação para quem comprar um imóvel é sempre desconfiar. Para evitar prejuízos a negociação deve ser feita por um corretor de imóveis credenciado. “Se for credenciado estará muito bem amparado, se não for credenciado é mais fácil ser enganado, e a pessoa que aplica o golpe pode ser indiciada”, diz Sabino Sidney Prieto, conselheiro do Creci, conselho regional de corretor de imóveis.

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