Polícia investiga abandono de menina com deficiência em Novo Horizonte

0
Menina está internada na Santa Casa de Novo Horizonte (Foto: Reprodução/TV TEM)

Segundo polícia, Conselho Tutelar recebeu denúncia de choro na casa.
PM diz que ela estava em meio a muita sujeira, onde havia até cão morto.

A polícia de Novo Horizonte (SP) investiga uma denúncia de abandono a uma criança de 9 anos, que tem deficiência física e mental. Segundo a polícia, a menina foi encontrada sozinha na casa onde mora com a mãe, no Jardim São Vicente, neste sábado (20).

De acordo com a polícia, após receber denúncia anônima de choro de criança na casa, o Conselho Tutelar foi ao local e depois de chamar por várias vezes ninguém atendeu.

A Polícia Militar (PM) foi acionada e como ninguém respondeu aos chamados, entrou no imóvel.Segundo a polícia, ao entrar no local os policiais encontraram a menina sozinha, suja e com sinais de desidratação.

Segundo a PM, ela estava trancada em meio a muita sujeira e havia até um cachorro morto no quintal da casa. A menina foi levada à Santa Casa de Novo Horizonte, onde passou por uma série de exames e está internada.

O caso foi registrado no plantão policial de Novo Horizonte como abandono de incapaz e a polícia procura pela mãe da criança, que ainda não foi encontrada. Segundo o Conselho Tutelar, o pai da menina mora fora do país.

De acordo com o delegado Sérgio Ugatti Durão, se for comprovado o abandono, a mãe pode pegar uma pena de até três anos de prisão, além de perder a guarda da criança. “Ao que tudo indica foi abandono de incapaz. Vamos investigar se aconteceu algo com a mãe, que seria a única responsável pela guarda da criança. É necessário verificar se nada ocorreu com relação a mãe, se ela não foi vítima de algum tipo de delito. Informações preliminares dão conta de que  ela teria ido a uma festa em uma cidade vizinha, mas ainda estamos averiguando”, diz.

Segundo uma vizinha, as duas moram sozinhas e não têm muito contato com a vizinhança. “O  Conselho Tutelar já esteve aqui umas duas outras vezes, pelo mesmo motivo”, diz Lilian Yoshida.

DEIXE UMA RESPOSTA