Polícia entra em alerta com ameaça de um “Salve Geral” do PCC

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Por Luiz Storino

Primeiro Comando da Capital ameaça uma série de rebeliões em presídios de todo o estado de São Paulo. O temor é que se repita nesta terça-feira, os atentados de 2006 que deixaram um rastro de destruição e 90 mortos.

Um e-mail encaminhado ao Deinter -3 com sede em Ribeirão Preto pelo delegado Luiz Carlos Agudo do CIP – Centro de inteligência Policial – cria expectativa nos meios policiais nas próximas horas no estado de São Paulo. A mensagem 159/16 informa que nesta terça-feira, dia 9 podem acontecer rebeliões em penitenciárias, centros de detenção provisória e Fundação Casa em todo o estado de São Paulo.

Comunicado Polícia Civil
Comunicado Polícia Civil

O comunicado foi obtido pela rádio CBN Grandes Lagos de São José do Rio Preto através de uma fonte da polícia preocupada com a possibilidade das rebeliões e que nenhuma providência foi tomada até agora no Deinter 5 para prever o levante anunciado pelo grupo criminoso o PCC – Primeiro Comando da Capital.

O movimento detectado pela inteligência da polícia foi denominado de Salve Geral e é uma represália contra o “tratamento” dado a Marcos Camacho, o Marcola, líder do grupo criminoso do PCC, condenado a 234 anos de prisão e atualmente preso na penitenciária de segurança máxima em Presidente Venceslau, oeste do estado de São Paulo.

Em 2006, Marcola teria sido o responsável por uma onda de violência que assolou o estado de São Paulo com rebeliões, atentados e mortes. Em 11 de maio daquele ano, a Secretaria de Administração Penitenciária decidiu transferir 765 presos para a penitenciária dois de Presidente Venceslau após escutas telefônicas terem levantado suspeitas de que facções estariam planejando rebeliões para o Dia das Mães, que ocorreria dali a dois dias. No dia seguinte, após a transferência do líder do PCC, Marcola, motins foram realizados em penitenciárias do Estado de forma articulada.

Na noite do dia 12 de maio, integrantes da organização criminosa deram início ao maior atentado contra as forças de segurança pública do Estado da história. Essa ação deixou mais de 20 mortos entre os quais um agente penitenciário do antigo IPA em Rio Preto. . Delegacias, carros e bases da Polícia Militar, Polícia Civil e metropolitana e até o Corpo de Bombeiros foram atacados. No dia seguinte, a onda de ataques foi intensificada e ocorreram atentados no litoral e interior de São Paulo.

Até o dia 15 de maio, foram mais de 200 ataques que deixaram cerca de 90 mortos. Neste dia, a organização determina o fim dos ataques após ter realizado atentados menores contra fóruns, ônibus circulares e agências bancárias. No entanto, uma série de boatos, incluindo um possível toque de recolher, instaurou o medo na população do Estado, que ficou mergulhado em horas de caos. O Deinter -5 não respondeu o e-mail do Bom Dia sobre este assunto.

Rebelião em São Paulo
Rebelião em São Paulo

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