Polícia confirma que já tem crime esclarecido

0
Vitória Gabrielly

A menina Vitória Gabrielly foi encontrada morta oito dias depois de desaparecer ao sair de casa para andar de patins. O crime chamou atenção e as autoridades tiveram grande dificuldade em elucidar

A Polícia Civil divulgou que já sabe quem foi o mandante do crime da menina Vitória Gabrielly, de 12 anos, assassinada em Araçariguama (SP).

Ainda conforme a corporação, com o esclarecimento da motivação do crime, e que a garota foi morta por engano, o inquérito deve ser apresentado ao Ministério Público nesta sexta-feira (6). Uma testemunha contou que tem uma irmã com as mesmas características físicas de Vitória, devia R$ 7 mil a um traficante e recebia ameaças de morte.

Vitória Gabrielly foi encontrada morta oito dias depois de desaparecer ao sair de casa para andar de patins. Câmeras de segurança registraram os últimos momentos da menina em uma rua da cidade, próximo ao ginásio de esportes.

Três pessoas estão presas suspeitas de participação no crime e foram indiciadas por homicídio doloso, quando há intenção de matar: o servente de pedreiro Júlio César Lima Ergesse, e o casal Bruno Marcel de Oliveira e Mayara Borges de Abrantes – todos moradores de Mairinque.

Mayara (à esquerda), Bruno (meio) e Júlio (à direita) foram indiciados pela morte de Vitória

Crime esclarecido
Vitória Gabrielly foi morta por engano em um acerto de contas por dívida de tráfico de drogas, segundo a Polícia Civil. A hipótese era investigada desde o início do caso e, conforme a polícia foi confirmada por uma testemunha ouvida no Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa, na capital.

A testemunha, que teve a identidade preservada, disse que recebia ameaças de morte por dever R$ 7 mil a um traficante, e que tem uma irmã com as mesmas características físicas de Vitória. Disse ainda saber que o traficante punia familiares de devedores.

Suspeitos presos
O primeiro suspeito preso pela morte de Vitória foi o servente de pedreiro Júlio César Lima Erguesse, de 24 anos, localizado após uma denúncia. O rapaz chegou a dar seis versões sobre o desaparecimento da menina, mas de acordo com o delegado seccional de Sorocaba, Marcelo Carriel, “o núcleo dos depoimentos, o itinerário”, sempre foi o mesmo.