PF investiga nova denúncia de compra de votos em Rio Preto

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Investigado agora é o vereador Maurin Ribeiro (PC do B).
Polícia já investiga também o vereador Fábio Marcondes (PR).

A Polícia Federal está investigando a suspeita de outro esquema de compra de votos por um vereador de São José do Rio Preto (SP) nas últimas eleições, no mês passado. A polícia já investiga a mesma denúncia, e também por gasto excessivo na campanha, do vereador e presidente da Câmara Fábio Marcondes (PR).

O investigado agora é o vereador Maurin Ribeiro (PC do B). Foram cumpridos mandados de busca e apreensão, autorizados pela Justiça, em um posto de combustível e em uma madeireira na cidade.  A suspeita é de que o posto distribuía requisição de combustível para eleitores no valor de R$ 50. Para isso, o eleitor teria de colar no carro um adesivo do vereador.

Por telefone, o vereador Maurin Ribeiro disse que não comprou votos tanto que perdeu as eleições deste ano. Ele não se reelegeu porque recebeu 1.900 votos. Já sobre a madeireira e o posto de combustíveis abordados pela Polícia Federal, o vereador falou que conhece os donos dos dois estabelecimentos comerciais, mas que não recebeu nenhuma ajuda financeira deles.

Maurin contou também que adesivou carros em semáforos com a autorização dos proprietários dos veículos, mas em nenhum momento em troca de combustíveis. O vereador está viajando e deve chegar a Rio Preto no final da tarde.

Outro caso
Na quinta-feira (27), a Polícia Federal cumpriu mandado de busca e apreensão no gabinete do presidente da Câmara de Rio Preto, Fábio Marcondes, do PR. Segundo informações da polícia, o parlamentar é investigado por suposto crime de compra de votos.

Policiais federais também foram até a casa do vereador, que fica dentro de um condomínio de luxo da cidade, em busca de documentos que possam comprovar a ligação do vereador com o susposto crime, conforme diz a polícia. Segundo o Ministério Público, Marcondes teria gasto até três vezes mais do que poderia gastar nas eleições deste ano.

Fábio Marcondes publicou em redes sociais falando que ele é inocente, que não comprou votos e que todos os gastos de campanha foram corretamente registrados na Justiça Eleitoral. Depois que o inquérito da Polícia Federal for concluído, ele segue para o Ministério Público.

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