PF cumpre mandado de busca e apreensão na Câmara e na casa do vereador Maurin Ribeiro

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Agentes também estão na casa do vereador Maurin Ribeiro, do PC do B (Foto: Graciela Andrade/TV TEM)

Agentes também estão na casa de um vereador da cidade.
Operação faz parte de investigações sobre compra de votos nas eleições.

Agentes da Polícia Federal (PF) estão na Câmara de vereadores de São José do Rio Preto (SP) para cumprir mandado de busca e apreensão, nesta quinta-feira (10). A operação faz parte das investigações sobre possível compra de votos nas últimas eleições. Os policiais também estão na casa do vereador Maurin Ribeiro, do PC do B, na zona norte da cidade.

Assim que chegaram à Câmara, por volta das 6h20, os agentes vasculharam gabinetes em busca de provas com relação a compra de votos. No último dia 3, a PF cumpriu mandados de busca e apreensão em um posto de combustível e em uma madeireira na cidade. A suspeita é de que o posto distribuía requisição de combustível para eleitores no valor de R$ 50. Para isso, o eleitor teria de colar um adesivo do vereador no carro.

O vereador Maurin Ribeiro disse, nesta quinta,que não comprou votos, tanto que perdeu as eleições. Ele não se reelegeu porque recebeu cerca de 1,9 mil votos.

Na dia 3, sobre a madeireira e o posto de combustíveis abordados pela Polícia Federal, o vereador falou que conhece os donos dos dois estabelecimentos comerciais, mas que não recebeu nenhuma ajuda financeira.

Maurin disse ainda que adesivou carros em semáforos com a autorização dos proprietários dos veículos, mas em nenhum momento em troca de combustíveis.

A polícia já investiga a denúncia de compra de votos contra o vereador e presidente da Câmara Fábio Marcondes (PR), que também é investigado por gasto excessivo na campanha deste ano.

Outro caso
No dia 27 de outubro, a Polícia Federal também cumpriu mandado de busca e apreensão no gabinete do presidente da Câmara de Rio Preto, Fábio Marcondes, do PR. Segundo informações da polícia, o parlamentar é investigado por suposto crime de compra de votos.

Policiais federais também foram até a casa do vereador, que fica dentro de um condomínio de luxo da cidade, em busca de documentos que possam comprovar a ligação dele com o susposto crime, conforme diz a polícia. Segundo o Ministério Público, Marcondes teria gasto até três vezes mais do que poderia gastar nas eleições deste ano.

Fábio Marcondes publicou em redes sociais que é inocente, não comprou votos e que todos os gastos de campanha foram corretamente registrados na Justiça Eleitoral. Depois de o inquérito da Polícia Federal ser concluído, irá para o Ministério Público.

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