Os Bastidores

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bastidores - jornal bom dia
Foto: Divulgação

NA RETA

A conclusão do inquérito dos Portos, que envolve o presidente Michel Temer (MDB) e seus amigos, também coloca o prefeito de Rio Preto, Edinho Araújo (MDB), considerado um dos amigos de Temer, em estado de alerta. Edinho foi ministro dos Portos e renovou contratos do Grupo Libra, também sob suspeita do Tribunal de Contas.

CABIDÃO

O Senado aprovou nesta quarta-feira (17) a medida provisória (MP) que cria 164 cargos comissionados para o Ministério da Segurança Pública. A MP 840/18, que foi apreciada pelos deputados na noite de terça (16), perderia a validade hoje caso não fosse aprovada. Os senadores votaram o texto de forma simbólica, logo no início da sessão.

JOGADA

O presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE), abriu os trabalhos por volta das 16h30, e poucos minutos depois, como não houve parlamentares interessados em discutir a matéria, o projeto foi aprovado. Como se trata de uma MP, a matéria já tinha força de lei desde a sua edição, em junho. Agora, a medida segue para promulgação.

MAMATA

As funções criadas pelo Poder Executivo fazem parte da estruturação administrativa da pasta, criado em fevereiro deste ano também por meio de uma medida provisória. Na época, foram criados apenas os postos de ministro e secretário executivo, sem aumento de despesas. Os cargos de direção e assessoramento superior (DAS) foram divididos da seguinte forma: 7 DAS-5, 58 DAS-4, 37 DAS-3, 24 DAS-2 e 28 DAS-1.

ESCUTANDO

A Polícia Federal (PF) investiga uma série de conversas entre Rodrigo Rocha Loures, ex-deputado e ‘homem da mala’ do presidente Michel Temer, e o procurador Alexandre Camanho, ex-presidente da Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) e atual secretário-geral de gestão da Procuradoria Geral da República (PGR).

PRÓXIMOS

De acordo com a PF, as mensagens evidenciam uma relação bastante próxima entre os dois, mas que, apesar de diálogos “fora da regularidade”, não é possível tirar conclusões sobre ilicitudes.O procurador Alexandre Camanho disse que as conversas “decorrem de uma amizade” iniciada na época em que Loures era assessor do presidente e Camanho presidia a ANPR. “Não vejo nenhuma perspectiva de ilicitude nessas conversas, nada de irregular”, disse.