Os Bastidores

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bastidores - jornal bom dia
Foto: Divulgação

TOFFOLINARO?

“Hoje, não me refiro nem mais a golpe nem a revolução. Me refiro a movimento de 1964”, afirmou Toffoli, citando um aprendizado que teve com o ministro da Justiça, Torquato Jardim, sobre a ditadura militar.

A situação é inusitada, pois de repente, do nada, o presidente da Suprema Corte decide amenizar o regime dos anos de chumbo. Péssima sinalização que se encaixa perfeitamente ao discurso de Bolsonaro.

DECISÃO POLÍTICA

O juiz Sérgio Moro, da Lava Jato, levantounessa segunda (01), o sigilo da delação premada do ex-ministro da Fazenda (que não e de Atibaia), de Lula, onde faz uma série de denúncias envolvendo o ex-presidente e Dilma.

O levantamento do sigilo, aparentemente calculado e engendrado para o momento, surge exatamente na semana do pleito presidencial mais acirrado dos últimos vinte anos. Longe de um ato meramente processual.

SÃO PALOCCI

Canonizado no dia 13 de abril de 2018, pelo “papa” Lava Jato, o ex-ministro da Fazenda, Antonio Palocci, em delação premiada abre a boca e entrega uma turma, da qual, ele diz  ser o inocente.

Em dos trechos da delação, por exemplo, Palocci diz que pertencia ao grupo programático
dos governos de Lula. Em outro grupo, chamado por ele de pragmático, estariam figuras como Lula, Dilma, Marco Aurélio Garcia e José Dirceu.

NA PETROBRAS

Segundo as declarações de Palocci, Lula teria atuação importante nas negociações. O objetivo era agregar partidos que comporiam os governos.

Pelas declarações do ex-ministro, a coisa rolava solta, cargos e propinas eram comuns. Cargos importantes na estatal Petrobras, segundo Palocci ficaram sob responsabilidade de Lula. A delação foi liberada ontem pelo juiz e já causa efeitos colaterais no processo eleitoral.

NO QUARTEL

Para o ex-ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), pelas declarações que deu sobre o resultado das eleições, dizendo que não aceita outro  resultado que não seja a sua vitória, precisaria voltar para o quartel.

Bolsonaro, duvida da lisura das urnas eletrônicas e diz temer fraude nas eleições. Ele disputo sete eleições, sendo que em cinco delas, o candidato foi eleito pelo voto em urnas.