
O crescimento da frota de veículos elétricos e híbridos plug-in no Brasil está levando condomínios residenciais a discutir como receber pontos de recarga nas garagens. Em setembro de 2026, foram emplacados 42.448 veículos leves com possibilidade de recarga externa, um aumento de 159,4% em relação ao mesmo mês de 2025, segundo a Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE). A expansão dessa frota coloca em pauta a capacidade elétrica dos edifícios, a segurança das instalações e as regras para utilização dos equipamentos.
Do total registrado em setembro, 22.246 veículos eram totalmente elétricos e 20.202 eram híbridos plug-in, que combinam motor a combustão e bateria recarregável na rede elétrica. O volume de modelos com recarga externa caiu 11% em comparação com agosto, quando foram emplacadas 47.701 unidades, mas permaneceu muito acima do registrado um ano antes. As estatísticas não mostram quantos proprietários vivem em condomínios, embora indiquem o crescimento das vendas de veículos que podem receber energia diretamente da rede elétrica.
A discussão no edifício pode começar com a solicitação de um morador para instalar um carregador em sua vaga. Antes de autorizar o serviço, é necessário verificar a capacidade elétrica disponível, as condições dos quadros e circuitos e o percurso dos cabos até o ponto de recarga. A avaliação também precisa considerar a possibilidade de vários veículos carregarem simultaneamente, enquanto elevadores, bombas e outros equipamentos continuam em operação. Em uma orientação sobre o tema, a Companhia Paranaense de Energia (Copel) afirma que edifícios podem receber essa infraestrutura mediante análises de carga e atendimento às normas técnicas específicas.
A diferença entre edifícios novos e existentes aparece no momento de planejar as soluções. Em empreendimentos ainda em projeto, é possível dimensionar a infraestrutura levando em conta futuras solicitações, incluindo a capacidade elétrica e os espaços necessários para a passagem dos cabos. Nos condomínios já construídos, um profissional habilitado precisa examinar as instalações disponíveis e identificar eventuais limitações. Dependendo da avaliação, podem ser necessárias alterações nos circuitos internos e até procedimentos de aumento de carga junto à distribuidora de energia. A viabilidade e a extensão dessas intervenções variam conforme as características de cada edifício.
Para George Khoury Jr., engenheiro civil, sócio-fundador e diretor da Construtora Ciplart, é necessário diferenciar a preparação da infraestrutura da instalação efetiva dos equipamentos. "Prever capacidade elétrica no projeto ajuda a preparar o edifício, mas não equivale a entregar carregadores instalados nas vagas. O projeto pode considerar a carga necessária e os caminhos para a passagem dos cabos, enquanto a instalação de cada ponto precisa seguir os requisitos técnicos e de segurança", explica.
A administração condominial também tem decisões a tomar. É preciso estabelecer como os pedidos serão apresentados, quais documentos técnicos deverão acompanhar cada solicitação, quem custeará a instalação e quem responderá pela manutenção. A medição da energia consumida e a forma de cobrança precisam ser definidas conforme a solução adotada. Se houver uma estação compartilhada, entram na discussão critérios de agendamento, tempo de permanência e liberação da vaga após a recarga. Essas regras devem respeitar a legislação aplicável, a convenção do condomínio e as condições técnicas da edificação, permitindo que novas solicitações sejam analisadas com critérios previamente estabelecidos.
A segurança das garagens integra essa análise. Em agosto de 2025, o Conselho Nacional de Comandantes-Gerais dos Corpos de Bombeiros Militares (CNCGBM/LIGABOM) publicou a Diretriz Nacional sobre Ocupações Destinadas a Garagens e Locais com Sistemas de Alimentação de Veículos Elétricos (SAVE). O documento apresenta parâmetros de referência para prevenção de incêndios e controle de riscos em estacionamentos e áreas de recarga. Sua aplicação deve observar as regulamentações adotadas em cada estado, sem substituir a análise técnica do projeto ou funcionar como autorização automática para a instalação de carregadores.
A necessidade de conciliar infraestrutura elétrica, segurança e futuras solicitações dos moradores também influencia as decisões tomadas antes da construção de um edifício. É nessa etapa que as construtoras podem dimensionar as instalações considerando demandas que poderão surgir durante a ocupação do condomínio. Em Maringá (PR), a Ciplart, fundada em 1984 e com atuação no desenvolvimento de empreendimentos residenciais, comerciais e industriais, incorporou a previsão para recarga de veículos elétricos ao planejamento do Avanti.
No empreendimento, entregue neste ano de 2026, a construtora informa que foi prevista capacidade elétrica para o carregamento de um veículo por apartamento. A característica faz parte da infraestrutura planejada para o condomínio, embora não represente a entrega de carregadores instalados em todas as vagas. O Avanti exemplifica como a preparação para novas necessidades dos moradores pode ser considerada ainda durante o desenvolvimento de um projeto residencial.
Para conhecer o Avanti e os demais empreendimentos desenvolvidos pela construtora em Maringá, basta acessar www.ciplart.com.br.
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