MP denuncia cinco pessoas por irregularidades no aeroclube de Sorocaba

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Alunos disseram que pagaram por aulas práticas e não concluíram o curso — Foto: Reprodução/TV TEM

G1 Sorocaba

O Ministério Público denunciou cinco pessoas no caso da investigação sobre irregularidades no aeroclube de Sorocaba (SP).

Em 2017, a TV TEM mostrou quevários pilotos pagaram por aulas no aeroclube que não foram feitas e que os depósitos iam diretamente para a conta do presidente do aeroclube, Marcos Antônio Ramos, que atualmente é coronel reformado. Na época, ele era da Polícia Militar.

Em meio ao dossiê de 200 páginas estavam comprovantes de pagamento dos alunos. Algumas das movimentações eram de R$ 8 mil até R$ 14 mil.

A Polícia Civil também abriu um inquérito para investigar as denúncias. O documento foi enviado ao Ministério Público, que denunciou, além de Marcos Antônio, outras quatro pessoas.

Todos foram denunciados por apropriação indébita, lavagem de dinheiro e associação criminosa. O caso ficou à disposição da Justiça para acatar ou não a denúncia.

Relembre o caso

A investigação que começou em 2016 apontou o presidente e alguns funcionários do aeroclube como suspeitos de não cumprirem o contrato do curso de piloto, principalmente em relação às aulas práticas.

A apuração começou depois que 17 alunos sentiram-se lesados e prestarem queixa. Na época, em nota enviada à TV TEM, Ramos afirmou que “o delegado seccional de polícia de Sorocaba homologou uma aberração jurídica, chamando de estelionato um fato penalmente atípico”.

Segundo a Polícia Civil, os alunos do curso de piloto teriam direito a até 40 horas de voo e certificado de conclusão, mas tinham dificuldades em terminar o treinamento. “Eles pagavam aulas práticas de voo e não receberam”, afirmou o delegado seccional, na época.