Motociclista morto em acidente voltava para casa após entregar currículos, diz irmão

0
Gilvan estava desempregado desde dezembro de 2017 e morava em Salto de Pirapora — Foto: Facebook/Reprodução

Gilvan Reis de Almeida tinha 30 anos e morava com o irmão em Salto de Pirapora (SP). Eles mudaram de Cristinápolis, interior do Sergipe, para a cidade buscando melhores oportunidades.

O motociclista que morreu após bater de frente em um carro na tarde de quarta-feira (26), em uma estrada de Salto de Pirapora (SP), estava voltando para a casa após entregar currículos em Sorocaba e Votorantim (SP). Gilvan Reis de Almeida, de 30 anos, era do Sergipe e veio ao interior de São Paulo para buscar melhores oportunidades de emprego.

Em entrevista ao G1, o irmão de Gilvan, José de Almeida, afirmou que o corpo ainda não havia sido liberado do Instituto Médico-Legal (IML) de Sorocaba na manhã desta quinta-feira (27), para onde foi levado após o acidente. A batida aconteceu no quilômetro 1 da Estrada João Guimarães.

“Estava desempregado desde dezembro de 2017 e buscava se recolocar no mercado de trabalho como encanador ou na produção de fábricas da região”, conta o irmão.

Ainda segundo José, o homem que estava com o irmão na moto é um amigo que também entregava currículos nas cidades vizinhas.

Gilvan tinha 30 anos e morava em Salto de Pirapora  — Foto: Facebook/Reprodução
Gilvan tinha 30 anos e morava em Salto de Pirapora — Foto: Facebook/Reprodução

Segundo a Guarda Civil Municipal (GCM), um carro e a moto em que estava a vítima bateram de frente em uma curva. O amigo de Gilvan foi socorrido e está internado em estado grave no Conjunto Hospitalar de Sorocaba (CHS).

Professor na rede municipal de Salto de Pirapora, José afirma que se mudou para o interior de São Paulo em 2011 e apenas em 2014 o irmão mais novo chegou em busca de oportunidades melhores no mercado de trabalho. Eles nasceram em Cristinápolis, cidade com pouco mais de 18 mil habitantes, no interior de Sergipe.

Ajuda de amigos

O custo para levar o corpo de Gilvan até a cidade natal, onde será velado e enterrado, é de R$ 6 mil. José conta que não tem esta quantia e conta com ajuda de amigos e professores que o conhecem para arrecadar dinheiro.

“Estou contando com a solidariedade de amigos e professores que estão se mobilizando para nos ajudar”, afirma.

Os pais de José e Gilvan foram avisados por telefone sobre o acidente, assim como a namorada da vítima. Ainda não há data para o velório e enterro de Gilvan.