Moradores de Rio Preto reclamam da distribuição de lixeiras na cidade

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Enquanto sobra lixeira na zona sul, a zona norte sofre com a falta delas.
Prefeitura diz que foram instalados 80 conjuntos de lixeiras na José Munia.

Os moradores de São José do Rio Preto (SP) têm reclamado da distribuição das lixeiras na cidade. Enquanto falta lugar para jogar lixo em vários espaços públicos, a prefeitura instalou 80 conjuntos de lixo para coleta seletiva na avenida José Munia, na zona sul. São tantas lixeiras que os moradores estão inconformados.

Elas estão espalhadas ao longo da avenida. Cada conjunto tem cinco lixeiras para coleta seletiva. Perto dos aparelhos de ginástica, são três conjuntos.

A professora Margarida Lima achou que as lixeiras ficaram muito perto umas das outras. Já a enfermeira Alessa Barbosa acredita que não precisa de todas essas lixeiras no local. “Acho que duas dessas era suficiente para esse ambiente. Até porque não há uma grande quantidade de pessoas que circula por aqui, se tivesse ainda justificaria, mas não é o caso”, diz.

Perto dos aparelhos de ginástica, são três conjuntos com cinco lixeiras (Foto: Reprodução/TV TEM)
Perto dos aparelhos de ginástica, são três conjuntos de lixeiras (Foto: Reprodução/TV TEM)

No quarteirão entre a avenida Brasilusa e a rua Roberto Simonsen os conjuntos de lixeiras foram colocados a poucos metros de distância um do outro.

Em um percurso de cerca de 200 metros há cinco conjuntos de lixeira e ao atravessar a rua tem mais. O que as pessoas não entendem é a forma como elas foram distribuídas.

A engenheira ambiental Ana Paula Amaral diz que no primeiro dia em que viu as lixeiras achou um absurdo. “É um disperdício de dinheiro público, é fora do comum. Já morei em vários lugares e nunca vi algo parecido”, afirma.

A engenheira civil Joyce Rubino também não se conforma. “Primeiro, que estamos em uma pista de caminhada e é um contrasenso, porque quem está fazendo caminhada não carrega este tipo de lixo para ter tanta lixeira assim e ainda de reciclagem. Pelo menos eu não vi na cidade este tipo de coleta. A iniciativa é positiva, mas teria que em paralelo correr um projeto de mudança na coleta pública

Enquanto sobra lixeira na zona sul, a zona norte sofre com a falta delas. Ao contrário da pista de caminhada da avenida José Munia, onde há cinco lixeiras em 200 metros, mesmo depois de andar 400 metros pela pista de caminhada da avenida Philadelpho Gouvêa Neto não onde jogar o lixo.

Em praça da avenida Mirassolândia tem lixeira destruída faz tempo e nunca foi substituída (Foto: Reprodução/TV TEM)
Em praça da avenida Mirassolândia tem lixeira destruída faz tempo e nunca foi substituída (Foto: Reprodução/TV TEM)

Em uma praça da avenida Mirassolândia também não lixeira para quem vai passear no local. Já em outro ponto, a lixeira foi destruída faz tempo e nunca foi substituída. O mesmo ocorre em uma pracinha do Jardim Eldorado. Os moradores do bairro comentam que se tivesse mais lixeira a grama das praças, as calçadas e o chão ficariam mais limpos.
A redação  passou mais de uma semana pedindo esclarecimentos à prefeitura, mas a única coisa que a assessoria de imprensa responde é que 80 conjuntos de lixeiras foram instalados na avenida José Munia e isso já estava previsto dentro do projeto de obras antienchentes nas pistas de caminhada.

A assessoria disse também que lixeiras vão ser instaladas nas outras regiões onde estão sendo feitas obras antienchentes, mas não explicou quando, nem qual é o critério usado para essa distribuição. Também não divulgou qual o custo disso para os cofres públicos.

Sobre a questão da coleta de material reciclável, a prefeitura informou que esse trabalho é feito por uma cooperativa e que em média 12 mil toneladas de recicláveis são recolhidas por mês na cidade. Já sobre as praças sem lixeira, a assessoria disse que ia avisar a secretaria responsável pela manutenção, para tomar as providências necessárias.

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