Melhor participação da canoagem na história do Pan ajuda a elevar Brasil no quadro de medalhas

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Foto: Gabriel Fricke

A canoagem encerrou sua passagem em Lima 2019 com a melhor participação desse esporte em Jogos Pan-Americanos. Contando o slalom e a velocidade, foram oito pódios, sendo cinco ouros e três bronzes. Em Toronto 2015, foram até mais em número – 14 no total – mas somente três de ouro, seis pratas e cinco bronzes – só que com menos campeões.

Além de fazer sua melhor participação em Jogos Pan-Americanos, a canoagem, contando slalom e velocidade, é o esporte que até agora mais contribui para o Brasil no quadro de medalhas de Lima 2019. A ginástica artística tem 11 ao todo, só que são menos ouros , 4 ao todo, além de quatro pratas e três bronzes. A delegação verde e amarela, dessa forma, é a segunda, atrás somente dos EUA, e tem 72 pódios, sendo 22 ouros, 16 pratas e 34 bronzes.

– O Brasil pode ser o país da canoagem. A gente já tem um país com a potencia hídrico enorme, tem muito talento. É um esporte incrível, de natureza, de garra, de força, de determinação, você tem que fluir junto com os obstáculos, junto com a água, tem que se esquivar das pedras. Acho que é o esporte do Brasil. Tem tudo a ver. A gente tem que sempre estar superando os obstáculos – disse Pepê Gonçalves.

– Me sinto muito honrado de contribuir para o Brasil subir no quadro de medalhas. Não tem preço esse dia na minha vida. Vou lembrar para sempre – completou.

Ana Sátila conquista o ouro no K1 Extremo da canoagem slalom — Foto: Pedro Ramos/ rededoesporte.gov.br

No Pan de Lima, o slalom puxou a velocidade. Pepê Gonçalves levou dois ouros, um no K1 e um no K1 Extremo; Ana Sátila ganhou ouro no C1 e no K1 Extremo; e Felipe Borges saiu com a medalha de bronze no C1 masculino. Omira Estacia tinha tempo para a prata, mas sofreu uma punição máxima de 50 segundos e acabou fora do pódio. Ao todo, a categoria saiu com cinco medalhas.

Na velocidade, no Peru, Isaquias Queiroz levou a medalha de ouro no C1 1000m com tranquilidade, mas ficou sem pódio no C2 1000m ao lado de Erlon de Souza. Seu companheiro teve um mal estar durante a prova e acabou tendo que parar. Ficou tudo bem com o baiano, mas a medalha, que era quase certa, escapou. Ana Paula Vergutz foi bronze no K1 500m, e Vagner Souta foi 3º no K1 1000m.

– Acho que, para mim, o importante era o Brasil terminar bem representado na modalidade e realmente foi um pouco triste ver a canoagem velocidade saindo com poucas medalhas do Pan. Então o meu objetivo quando entrei na água era conseguir as duas medalhas de ouro para o Brasil para ajudar nosso país. Então no final o que importa é a canoagem slalom estar voltando para casa com o dever cumprido – comentou Ana Sátila.

Isaquias Queiroz com ouro no Pan — Foto: Gabriel Fricke

Em Toronto 2015, a melhor campanha até então, o slalom levou ouro com Ana Sátila no C1 e prata no K1. Pepê bateu na trave e foi prata no K1. Felipe Borges foi bronze no C1. Ou seja, ao todo, foram quatro pódios, só que somente um ouro.

A velocidade foi superior no Canadá: Isaquias Queiroz foi ouro no C1 1000m e C1 200m e levou a prata com Erlon de Souza no C2 1000m. O K2 200m foi bronze com Hans Mallmann e Edson Isaias. Celso Oliveira e Vagner Souta foram bronze no K2 1000m. O K4 1000m, com Roberto Maehler, Vagner Souta, Celso Oliveira e Gilvan Ribeiro, levou a prata. Valdenice Conceição foi bronze no C1 200m, e Ana Paula Vergutz foi terceira colocada no K1 500m.

Ambas as modalidades têm Mundiais pela frente. O da canoagem velocidade, onda Isaquias Queiroz e Erlon de Souza buscarão vagas olímpicas em Tóquio 2020, acontece em Szeged, na Hungria, no fim de agosto. O do slalom será em La Seu D’Urgell, na Espanha, no finzinho de setembro.

A inclusão da prova do K1 Extremo, não-olímpica, ajudou bastante Ana Sátila e Pepê Gonçalves. Muito fortes nessa categoria e acostumados a disputar no cenário internacional, eles garantiram dois ouros em Lima 2019.

No caso da velocidade, a prova de 200m do C1 disputada e vencida por Isaquias foi retirada. Ana, aliás, se empolgou com a possibilidade de inclusão do Extremo na Olimpíada, uma reivindicação dos atletas internacionalmente.

– Com certeza (há um esforço para botar o Extremo na Olimpíada). O K1 Extremo tem muita chance de entrar já para Tóquio 2020. Então com certeza já vai estar em Paris 2024. Então o Brasil vai continuar treinando muito para manter esses resultados e representar o país muito bem – concluiu.

O Pan de Lima

O Pan de Lima reúne cerca de 6.580 atletas de 41 países das Américas. Dos 39 esportes, 22 valem como classificação para os Jogos Olímpicos de Tóquio, em 2020. No total, o Brasil terá 485 atletas em ação na capital do Peru. E os canais SporTV transmitem ao vivo os principais eventos até o dia 11 de agosto.