Mancha de poluição do Rio Tietê reduziu 8 km, diz ONG

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Rio Tietê tem melhora na qualidade da água em Salto — Foto: TV TEM/Reprodução

Segundos os ambientalistas, a qualidade da água melhorou por causa do tratamento do esgoto em algumas cidades da Grande São Paulo. Ainda restam 122 km de ‘rio morto’.

A mancha de poluição do Rio Tietê, o maior rio paulista, reduziu oito quilômetros no último ano, segundo a ONG SOS Mata Atlântica. A informação é de um relatório da entidade que a TV TEM teve acesso com exclusividade.

Em alguns trechos do rio considerados ruins, como em Salto (SP), no interior do Estado, os peixes já voltaram a aparecer e, com eles, as aves. Segundos os ambientalistas, a qualidade da água melhorou por causa do tratamento do esgoto em algumas cidades da Grande São Paulo.

De acordo com Malu Ribeiro, da ONG responsável pelo relatório, o rio tem fases sazonais, mas o resultado foi medido nos últimos 12 meses. “Mesmo com todos os impactos, como chuvas e períodos de secas, tivemos uma qualidade de água regular”, explica.

Ainda segundo a ONG, a redução da mancha significa que oito toneladas de esgoto sem tratamento deixaram de ser lançadas diariamente nos afluentes do rio. Ainda restam 122 quilômetros de “rio morto”, ou seja, mais de 21% de toda a sua extensão.

Ainda conforme o relatório, por dia o Tietê como um todo recebe 730 toneladas de poluição. Um grave descaso ambiental com o rio que corta todo o Estado de São Paulo e está presente na vida de 27 milhões de pessoas, o que representa 65% da população paulista.

Segundo a ONG, quando todo o esgoto da região metropolitana for tratado, o Tietê vai poder servir até mesmo para o abastecimento das cidades.

A ONG ainda afirma que o pior trecho do rio fica entre Itaquaquecetuba, na região de São Paulo, e Cabreúva, na região de Jundiaí (SP). Neste trecho, a água foi considera “péssima e ruim”. Na região de Itapetininga (SP) também houve uma melhora na situação da água.