Mãe de menino que nasceu com deformidade rara faz apelo por cirurgia

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João Gabriel tem 1 ano e 6 meses e vive com bolsa de colostomia.
Estado diz que ele está na lista para realização de procedimento cirúrgico.

Há um ano e seis meses João Gabriel da Luz Silva sofre por causa de uma malformação rara. O menino, que vive em Presidente Kennedy, centro do Tocantins, com os pais e mais quatro irmãos, nasceu com uma deformidade na extermidade do reto. Ele precisa fazer duas cirurgias, mas segundo a mãe Ana Meire Pereira da Luz Silva, 31, o tratamento dele está parado.

Ana conta que há mais de 80 dias, o menino não é atendido no Hospital Infantil de Palmas. “Ele era atendido todo mês, mas há quase três meses não vamos a Palmas”, conta.

Ana relembra a história do filho e chora. Segundo ela, pouco tempo depois do nascimento a família notou que João tinha algum problema. “Eu percebi que ele chorava muito e estava muito inchado. Corri no hospital e a médica me disse que ele não tinha o ânus. Foi então que ele fez a primeira cirurgia às pressas”.

A colostomia foi realizada para fazer no menino uma abertura na parede abdominal, onde foi ligada uma terminação do intestino pela qual as fezes e gases passam a ser eliminados.

A mãe diz que a cirurgia seria apenas temporária. João teria que ter feito mais dois procedimentos cirúrgicos até completar um ano para a construção do ânus. O menino tem um ano e seis meses e não há previsão de quando elas serão realizadas. “É muito sofrimento. Ele não tem controle, faz cocô toda hora”, conta.

Nas redes sociais, amigos lançaram uma campanha na esperança de conseguir cirurgia ou pelo menos ajuda financeira para a família. Ana diz que o filho usa em média 20 fraldas plásticas por dia. Além disso, precisa usar fraldas de pano. Ela ainda conta que era vendedora e que deixou o emprego para cuidar dos filhos. O marido trabalha como açougueiro e ganha R$ 940.

“Nós precisamos comprar muitas coisas, como fraldas, produtos de limpeza. Como eu uso fraldas de pano e lavo muita roupa todos os dias, gasto muita água. A conta vem em torno de R$ 200. Muita gente nos ajuda, mas ele sofre muito. Não temos condições de fazer a cirurgia num hospital particular e a lentidão do serviço público nos angustia”, lamentou.

Resposta
A Secretaria de Estado da Saúde disse que o paciente já está na lista do Serviço de Regulação Estadual para realização de cirurgia eletiva para anomalia congênita de ânus e reto.

A secretaria esclarece também que realizou licitação para aquisição da bolsa de colostomia, mas nenhuma empresa manifestou interesse. Diante da situação, a Saúde está tomando as providências cabíveis e legais para conseguir adquirir o insumo e oferecer ao paciente o mais rápido possível.

O Sindicato dos Médicos do Tocantins disse que os servidores que atuam no Hospital Infantil não estão paralisados, apenas os médicos anestesistas estão em greve há cerca de uma semana.

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