Macacos do zoológico de Catanduva fazem parte de pesquisa da USP

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Pesquisadores da USP coletam material de macaco para análise (Foto: Reprodução/TV TEM)

Biólogos estão colhendo sangue dos animais para identificar o risco que a região noroeste paulista corre com a dengue, vírus da zika e principalmente a febre amarela.

Os macacos do zoológico de Catanduva (SP) estão participando de uma pesquisa com biólogos da USP de Ribeirão Preto (SP). Eles estão colhendo sangue dos animais para identificar o risco que a região noroeste paulista corre com a dengue, vírus da zika e principalmente a febre amarela.

Os biólogos foram até o local para coletar amostras de sangue, saliva e fezes de macacos. Os pesquisadores devem percorrer sete cidades das regiões de Ribeirão Preto e São José do Rio Preto (SP) para tentar identificar o risco que cada lugar corre com possíveis surtos de doenças transmitidas por mosquito Aedes Aegypti.

“A pesquisa tem um ano e está na segunda fase, que é a de captura dos animais. A primeira fase foi de padronização para detecção dos arbovírus, que são vírus transmitidos por insetos”, afirma o biólogo Gilberto Sabino Santos Júnior.

As amostras são de quatro bugios, cinco saguis e sete macacos prego. “O animal mais velho, que é um bugio, veio de doação em 1992 e todos os outros animais são nascidos no zoológico”, diz a veterinária do zoológico Sandra Mendes.

Os pesquisadores também anotaram as características e as medidas de cada animal. Todas essas coletas serão analisadas em laboratório nos próximos meses e os biólogos vão conseguir identificar como esses vírus se comportam no meio ambiente. “A gente está tentando entender a dinâmica do arbovírus, e como eles estão na natureza para evitar possíveis surtos”, diz o biólogo Leonardo La Serra.