Jean Mota e Yuri brigam por vaga no meio

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Foto: /Ivan Storti/Santos

O técnico Levir Culpi tem convivido com uma pulga atrás da orelha. Para o jogo desta segunda-feira (14), às 20h, contra o Fluminense, no Pacaembu, o comandante santista não pode contar com o lesionado Renato e, por isso, vai mudar o meio campo. Jean Mota e Yuri disputam uma vaga de volante na equipe, que já tem Alison como cão-de-guarda da defesa. Enquanto Yuri larga na frente pela titularidade, o histórico e o ótimo momento de Jean plantam a dúvida na cabeça do treinador.

Ao DIÁRIO, o meia Jean Mota, que foi titular da equipe na lateral esquerda por cerca de dois meses durante a lesão de Zeca, diz não ter pressa para engatar uma sequência entre os titulares da equipe.

“Tudo tem sua hora. Claro que todo jogador quer ser titular e comigo não é diferente. Mas estou com a cabeça bem tranquila, temos um elenco muito forte, com grandes jogadores. Então, o importante é estar pronto para quando a oportunidade aparecer”, resume o jogador santista.

A disputa da vaga expõe características diferentes dos dois jogadores. Yuri, de 23 anos, prefere atuar como segundo volante e tem como principal arma a qualidade na saída de bola. Com ele, na teoria, o time ganha um passe de qualidade e atenção à marcação também. Embora tenha o respaldo de Levir, o jovem volante não tem feito grandes partidas na função e não convence como titular.

A situação é diferente com Jean Mota. Apesar de ter sido improvisado por na lateral, o jovem de 23 anos gosta mesmo é de armar o jogo. Bom passador, assim como Yuri, dá ao time qualidade na criação das jogadas, aliviando Lucas Lima, principal responsável por esse aspecto da equipe. Com evolução defensiva nos últimos jogos, o meia, caso seja o escolhido, deixa o time com um volante.

Hoje, o zagueiro David Braz e os atacantes Bruno Henrique e Copete serão poupados pelo técnico. Noguera e Thiago Ribeiro devem entrar, abrindo espaço para Yuri e Jean atuarem juntos no meio-campo. O zagueiro Gustavo Henrique foi relacionado, após 11 meses fora por lesão.

‘No meio, sei que é onde eu posso render mais’

DIÁRIO_ Você supriu bem a ausência do Zeca na lateral e evoluiu. Como encarou ter voltado para o banco assim que ele se recuperou?

JEAN MOTA_ O Zeca é um grande jogador, dono da posição. Então, eu ajudei na lateral enquanto ele esteve machucado. Graças a Deus, consegui ter um bom rendimento e ajudar o Santos no período em que ele esteve fora do time.

É momento de mostrar o quanto pode ser útil no meio?

A minha posição é no meio, onde posso render mais. Então, estou trabalhando forte, focado para quando o professor Levir optar por mim, eu poder fazer o melhor dentro de campo. É uma função que eu já fiz. Já atuei de segundo volante algumas vezes na minha carreira, em outras equipes.