Jaqueline Coutinho anuncia mais de 20 exonerações em quatro dias de mandato

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Foto: Priscila Motta/TV TEM

Só na segunda-feira (5) foram publicadas exonerações de 18 cargos públicos em Sorocaba (SP). Chefe de gabinete do poder executivo foi substituído por Alexandre Lombardi.

Em quatro dias de mandato, a prefeita de Sorocaba (SP), Jaqueline Coutinho (PTB), exonerou mais de 20 pessoas da prefeitura.

Entre os escolhidos está a assessora que atuava em Brasília Jane Cláudia Santin Martins e o chefe de gabinete do poder executivo, Carlos Henrique de Mendonça. O novo chefe de gabinete será Alexandre Lombardi, que já ocupou o cargo de assessor da prefeita.

Na segunda-feira (5), Jaqueline havia anunciado a nomeação de Marlene Leite, que assumiu a Secretaria de Licitações e Contratos. O cargo era ocupado por Rosângela Arcuri Pacheco após a exoneração de Hudson Zuliani. O ex-secretário estava afastado do cargo desde abrilpor ser um dos investigado na Operação Casa de Papel.

Além de Zuliani, o secretário de Relações Institucionais e Metropolitanas, Marinho Marte, e o diretor de área Ilzo Lourenço Pereira também foram exonerados. Eles são suspeitos de terem cobrado mensalinho de assessores da Câmara na época em que Marinho Marte foi vereador.

As primeiras mudanças no secretariado foram divulgadas na sexta-feira (2), logo após Jaqueline ter tomado posse como prefeita por conta da cassação de José Crespo (DEM).

Durante reunião, Ana Lúcia Sabadin, responsável pela Secretaria de Assuntos Jurídicos e Patrimoniais, foi exonerada e substituída por Roberta Guimarães.

Já Antônio Valdir Gonçalves Filho, secretário de Segurança e Defesa Civil, pediu exoneração do cargo, mas ainda não houve uma definição de quem vai assumir a pasta.

Jane Cláudia Santin Martins, assessora que atuava em Brasília, foi exonerada — Foto: Divulgação

Confira a lista completa de pessoas que deixaram os cargos:

  • Antônio Valdir Gonçalves Filho, secretário de Segurança e Defesa Civil (pediu exoneração);
  • Ana Lúcia Sabadin, secretária de Assuntos Jurídicos e Patrimoniais (exonerada);
  • Marinho Marte, secretário de Relações Institucionais e Metropolitanas (exonerado);
  • Ilzo Lourenço Pereira, diretor de área (exonerado);
  • Hudson Zuliani, secretário afastado de Licitações e Contratos (exonerado);
  • Rosângela Arcuri Pacheco, secretária de Licitações e Contratos (exonerada);
  • Carlos Henrique de Mendonça, chefe de gabinete do poder executivo (exonerado);
  • Jane Cláudia Santin Martins, assessora que atuava em Brasília (exonerada);
  • Jéssica Pedrosa, assessora de Assuntos Internacionais da chefia do poder executivo (exonerada);
  • Marina Elaine Pereira, ouvidora geral do município da Secretaria do Gabinete Central (exonerada);
  • Fernando Marques, diretor de área (pediu demissão);
  • Silvio Saraiva de Souza, diretor de área (pediu demissão);
  • Anderson Fornel, funcionário comissionado (exonerado);
  • Liliana Aparecida dos Santos de Jesus, funcionária comissionada (exonerada);
  • Mateus de Oliveira Ramos, funcionário comissionado (exonerado);
  • Alexandre Hugo de Morais, funcionário comissionado (exonerado);
  • Maria Cassiane de Souza, diretora de área (exonerada);
  • Sandra Fonseca, diretora de área (exonerada);
  • Follguy Sanches Garcia, diretora de área (exonerada);
  • Carol Magoga, diretora de área (exonerada);
  • Raphael Pironi, diretor de área (exonerado);
  • Aliane Francisco Mendes, diretora de área (exonerada).

Prefeito cassado

A sessão extraordinária que colocou em votação o relatório da Comissão Processante que investigou Crespo por supostas irregularidades no voluntariado na prefeitura teve início às 13h19 de quinta-feira (1º) e durou cerca de 13 horas.

Logo no início, o advogado do então prefeito, Marcio Leme, solicitou a leitura integral do processo, incluindo a exibição na íntegra de todos os depoimentos colhidos pela CPI durante quase seis meses, mas acabou voltando atrás depois de quase nove horas de sessão.

Quatro vereadores utilizaram os 15 minutos aos quais tinham direito para discursar na tribuna e, em seguida, Marcio solicitou que alguns parlamentares fossem impedidos de participar da votação. O pedido foi rejeitado pelo presidente da casa.

O advogado do prefeito então teve duas horas para fazer a argumentação, mas encerrou o discurso antes do prazo, dando início à votação que derrubou o mandato de Crespo. Nos três quesitos, foram 16 votos a favor da cassação e apenas quatro contrários.

Coincidentemente, a sessão foi a segunda do ano a decidir sobre o mandato de um representante do Executivo. Em junho, os vereadores votaram contra o relatório da Comissão Processante que pedia a cassação do mandato da então vice-prefeita Jaqueline Coutinho.