Investimento no saneamento

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Represa Municipal de Rio Preto apresenta abastecimento normal, mesmo com a estiagem

Rio Preto caminha na direção contrária de outras cidades do Brasil que não têm esgoto e nem água de qualidade

Algumas cidades do interior paulista caminham na contramão da realidade de grande parte do Brasil em relação ao saneamento básico. As regiões norte e nordeste ainda sentem o resultado negativo devido a falta de investimento de seus governantes nessa importante área. Na maioria dos municípios dessas regiões falta rede de esgoto e a água não é tratada de forma correta.

Há poucos dias, foi divulgado o Ranking do Saneamento Básico, pelo Instituto Trata Brasil, no qual Rio Preto aparece em 9º lugar entre os municípios com a melhor qualidade de serviço de saneamento oferecido à população. O novo Ranking do Saneamento que envolveu as cem maiores cidades do país, foi realizado com dados do Ministério das Cidades em seu Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS) – ano base 2016.

Os resultados indicam que Rio Preto deu um salto considerável saindo do 23º lugar para ficar em as dez melhores cidades do País. Em 1º lugar está a cidade de Franca. Rio Preto conta atualmente com mais de 95% de água tratada e distribuída para a população, além de mais de 98% de esgoto coletado e tratado. Os resultados do ranking indicam que os números nacionais avançam, mas pouco.

Em 2016, os indicadores mostravam que 35 milhões de brasileiros (17% da população naquele ano – 207 milhões) ainda não era abastecida com água potável, mais de 100 milhões (48% da população) não tinha coleta de esgotos e somente 45% dos esgotos gerados no país eram tratados.

Ao transpor esta realidade para as 100 maiores cidades do Brasil, onde mora mais de 40% da população, víamos que 93,62% da população tinha abastecimento de água, 72,14% coleta de esgotos e 54,33% dos esgotos gerados eram tratados.