Grávida baleada na cabeça vai para casa depois de 60 dias de internação

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Thaysa Vilas Boas foi alvejada no dia 11 de julho, em Tapejara (Foto: Ádina Sabrina/Arquivo pessoal)

Thayza Vilas Boas perdeu todos movimentos do corpo após tiro, no Paraná.
Irmão foi preso e confessou ter atirado contra ela por estar drogado.

Thayza Vilas Boas, a grávida de 22 anos baleada na cabeça no dia 11 de julho em Tapejara, no noroeste do Paraná, foi levada para casa no fim da manhã desta sexta-feira (9) após 60 dias de internação, de acordo com o Hospital Norospar, onde ela estava.

O irmão dela, Danilo Emanuel Vilas Boas, foi preso em 18 de agosto e confessou ser o autor do disparo. Em depoimento, ele disse que estava drogado no dia do crime e confundiu a irmã com o namorado dela, com quem tem problemas de relacionamento.

Thaysa estava grávida de sete meses, de uma menina, e saía de casa para ir a um consulta pré-natal quando foi baleada. Elas foram levadas com pressa para o hospital. Os médicos fizeram uma cesárea de emergência, mas o bebê morreu quatro dias depois, depois de uma parada cardiorrespiratória.

Atualmente, a mulher tem estado considerado estável pelos médicos. Ela respira normalmente, mas perdeu todos os movimentos do corpo, apresenta espasmos e só é alimentada por meio de sonda.

Ela foi levada para o cuidado da avó, Cleonice Paio Lopes, na casa dela, em Tapejara. Lá, um quarto com cama hospitalar foi preparado para recebê-la. O tratamento diário, diz a família, será acompanhado por um profissional de saúde contratado.

“Estamos felizes, sim. Temos que agradecer a Deus. Ela estar viva já é um milagre. Queremos mais e vamos esperar no Senhor”, disse a avó.

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