Furtos crescem em Borá e tiram sossego da menor cidade do estado de SP

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A cidade de Borá é a menor do estado, com 836 habitantes, segundo o IBGE (Foto: Alan Schneider/Arquivo)

Cidade com pouco mais de 800 habitantes já registrou cinco casos neste ano depois de 2017 sem nenhum registro deste tipo de crime. Outras cidades pequenas da região abandonaram a tradição de muros baixos e portões abertos.

Algumas das menores cidades do Centro-Oeste Paulista conhecidas pelo sossego e tranquilidade já começam a abandonar hábitos como o de deixar portões abertos e manter muros baixos. Isso porque os casos de furtos e roubos têm registrado aumento significativo neste ano.

Um dos exemplos é o de Borá (SP), o menor município do estado de São Paulo e segundo menor do país, com apenas 836 moradores, segundo dados populacionais divulgados nesta quarta-feira (29) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Aposentado Alcides Alves, de Borá, admite mudança de hábitos com aumento de furtos: "Nunca tivemos grades" (Foto: TV TEM/Reprodução)
Aposentado Alcides Alves, de Borá, admite mudança de hábitos com aumento de furtos: “Nunca tivemos grades” (Foto: TV TEM/Reprodução)

A cidade começou a ser alvo de pessoas mal-intencionadas que se aproveitam dos portões sem cadeados e já registra neste ano uma espécie de “explosão” dos casos de furtos a residência.

De acordo com estatísticas policiais, Borá já contabilizou até agora neste ano cinco casos de furtos a residências. Em 2017 inteiro, nenhuma ocorrência do tipo apareceu nos registros policiais.

“Alguém pulou o muro e pegou meu botijão de gás, porque nunca tivemos grades. Agora, tivemos de colocar grades e cadeados pra dificultar a vida dessas pessoas”, diz o aposentado Alcides Alves, que mora há 30 anos na mesma casa em Borá.

Outras cidades

A situação se repete em Lutécia, cidade com pouco menos de 3 mil moradores. Lá, os furtos a residências aumentaram de sete casos em 2017 para 14 ocorrências neste ano.

O motorista Armando Celestino Teixeira diz que perdeu a tranquilidade e que, agora, não consegue mais deixar a casa aberta, como sempre fez.

“Não dá para deixar casa aberta hoje, quintal tem que está murado, tem que trancar bem as casas e fechar portão, senão hoje não dá para sair e ficar mais tranquilo.”

Em Fernão, a cidade mais jovem de São Paulo com pouco menos de 1,7 mil moradores, o número de furtos dobrou: de três em 2017, para seis neste ano.

“Aqui já foi tranquilo, a gente podia dormir de porta aberta, hoje já não podemos confiar muito porque sempre aparece um ou outro querendo se aproveitar”, diz a aposentada Maria do Socorro da Silva Lima.