França vira e vai ao segundo turno com Dória

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Doria - Jornal bom dia
França, no segundo turno já inicia costura com Paulo Skaf (MDB) e Marinho (PT)

O atual governador de São Paulo, Márcio França (PSB), que passou toda a eleição em terceiro lugar, chegando a causar temor de uma derrota, conseguiu virar para cima de Paulo Skaf e vai ao segundo turno.

João Doria (PSDB) e Márcio França (PSB) decidirão em segundo turno, no próximo dia 28, quem seráo futuro governador de São Paulo. O resultado ficou matematicamente confirmado às 22h, informou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Com 99,96% das urnas apuradas, o tucano obteve 6.428.890 votos (31,77%) no primeiro turno e o pesebista, 4.357.428 votos (21,53%), segundo o TSE.

Paulo Skaf recebeu 4.268.420 votos (21,09%) e ficou em terceiro lugar. Com uma diferença de 72 mil votos entre o segundo e terceiro colocados, quando a apuração estava em 98% das urnas ainda não era possível saber quem disputaria o segundo turno com Doria.

Segundo a apuração do TSE, Luiz Marinho (PT) obteve 2.535.400 (12,65%), Major Costa e Silva (DC), 741.063 (3,70%), Rogerio Chequer, 666.818 (3,33%), Rodrigo Tavares (PRTB), Professora Lisete (PSOL) obteve 503.019 (2,51%), Professor Claudio Fernando (PMN) 28.366 (0,14%), Toninho Ferreira (PSTU), 16.083.

As candidaturas de Marcelo Candido (PDT) e Lilían MIrando (PCO) estão sob júdice e os votos não foram computados. O atual governador, Márcio França, deu uma arrancada final e passou Paulo Skaf só nas urnas.

Ao longo de toda eleição, Doria e Skaf se mantiveram praticamente empatados, ambos oscilando na casa dos 20%. Só França cresceu significativamente: de 4%, no primeiro Datafolha, a 16% na última pesquisa do instituto.

A eleição estadual foi pautada pela disputa presidencial, que influenciou significativamente os debates e entrevistas entre os postulantes ao Palácio dos Bandeirantes. Enquanto uns se mostravam contrários ao PT, outros usavam seu tempo de TV para convocar para atos contra Jair Bolsonaro (PSL).

A segurança pública capitaneou os temas mais falados pelos candidatos, que chegaram a prometer mais batalhões da PM ou incentivo à polícia científica sem sequer incluir as propostas nos planos de governo. Como o G1 mostrou nenhum dos 6 candidatos mais bem colocados nas pesquisas apresentaram propostas para combater a facção PCC, que domina os presídios no estado.

Os candidatos tentaram atrair os votos das mulheres e propuseram aumentar o número de delegacias da mulher, bem como ampliar seus horários de funcionamento.

A campanha também foi marcada por um ataque a tiros sofrido pelo candidato Major Costa e Silva (DC) e pelo indeferimento de duas candidaturas do PCO ao governo do estado.