Felipão nega possibilidade de deixar o Palmeiras e afirma: “Estou contente”

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Felipão durante o Dérbi em Itaquera — Foto: Marcos Ribolli

Veja como foi a entrevista do técnico do Verdão após o empate por 1 a 1 com o Corinthians; comandante do Verdão avisa que só vai falar nas derrotas e empates, e Turra nas vitórias

Antes de a bola rolar para Corinthians e Palmeiras neste domingo, em Itaquera, pelo Campeonato Brasileiro, houve rumores de que o técnico Felipão pediria demissão após o Dérbi por conta das ameaças feitas por parte da torcida em protesto na porta da Academia de Futebol, no sábado.

Na primeira pergunta da entrevista coletiva, no entanto, o técnico do Palmeiras negou:

– Quem te disse? Ouviram boatos. Então, está esclarecido. Quem cria deve ter algum interesse. Eu estou contente, tenho meu time para trabalhar, a comissão. Gosto do Palmeiras. Quem cria, responde para vocês. Eu não tenho nada para responder – declarou o técnico.

Em seguida, Felipão foi questionado sobre o protesto. Mas optou por não aprofundar o tema e falar apenas do empate por 1 a 1, que faz o líder Santos abrir quatro pontos do Palmeiras:

– Sobre a manifestação, nada a falar. Vou falar do jogo. Acho que foi um belo jogo. As duas equipes se apresentaram bem. Nós tivemos, eu acho, que no final das contas, quatro oportunidades mais vivas de gol. Mas do outro lado, temos que saber que tem um Cássio. Além de uma pessoa íntegra, é um grande goleiro. O empate… Saímos contentes também, sabemos respeitar a equipe do Corinthians.

Ao final da entrevista, Felipão informou que a partir de agora só dará entrevistas após derrotas e empates. Nas vitórias, quem vai falar é o auxiliar Paulo Turra.

– Semana que vem, quem vai dar entrevista para vocês é o Paulo Turra. Quando ganhar, é o Paulo Turra que vai dar entrevista. Quando perder ou empatar, sou eu. O chefe decidiu – disse.

Questionado quem era o chefe, Felipão respondeu:

– Eu.

Na segunda colocação do Campeonato Brasileiro, o Palmeiras volta a campo pela competição no próximo domingo, às 16h, para receber o Bahia na arena alviverde.

Veja outros tópicos da entrevistas:

Sobre as substituições

– O Scarpa está bem. Já conversamos depois do jogo do Godoy Cruz e hoje pela manhã. Hoje fizemos uma reunião com os dez que saíram jogando, mais Scarpa, Mayke e Zé Rafael. O Scarpa vinha sendo um dos melhores jogadores do Palmeiras, mas teve a lesão séria e agora está recuperando. Vamos ter que procurar alguma coisa para ele. Zé Rafael entrou muito bem no jogo de hoje, vem crescendo nos trabalhos das semanas. Ao ser substituído, trabalha mais e nos dá mais opção. O Thiago Santos foi porque o Felipe Melo não aguentava mais. Ele disse que tinha que correr atrás dos caras, tinha cartão e que não ia dar.

Pós-Copa América

– Entendo que vocês têm razão em algumas colocações, mas nos últimos três jogos eu discordo. Melhoramos novamente, temos a mesma identidade, embora cometendo um erro que não cometíamos, que era a bola aérea e marcação. Estamos tomando gols que não eram normais antes da Copa América. Mas nos últimos três jogos voltamos a ter posicionamento, imposição física e parte técnica bem organizada. Enfrentamos equipes de boa qualidade. Acho que voltamos a adquirir nosso sistema, que era básico e primordial, de qualidade que tínhamos.

Como chegou no jogo deste domingo?

– Totalmente concentrado. Ontem, posso explicar para vocês. Assisto novela, depois fui tomar café. Tinham dez jogadores no café, ficamos conversando até onze e meia sobre como comportamos no ano passado. Ideia deles, foco deles. O motivo de algumas coisas estarem acontecendo este ano. Uma série de detalhes que me deixaram muito satisfeito. Hoje pela manhã, quando conversamos de novo com o grupo que ia sair jogando, vimos o foco que estavam. Se tivermos esse foco continuado, como foi antes da Copa América, nós vamos continuar muito bem e progredir ainda mais. Eu vejo esse progresso e acho que vamos melhorar ainda mais para os jogos futuros.

Sobre Carille

– Ele foi ao nosso vestiário, foi recebido como o amigo que é. Ele me deu um kit do Corinthians e eu dei para ele um do Palmeiras. Isso é norma entre os treinadores. Eu aprendi quando estive em Londres. Trocávamos camisas, vinho, tomávamos vinho juntos, isso é normal. Futebol é só lá dentro de campo. Fora, a amizade tem que ser eterna. Temos que ver esse lado. Compartilho da opinião dele, foi justo o resultado. Tivemos, quem sabe, uma ou outra oportunidade mais viva de gol, mas tem bons goleiros dos dois lados. Nos dez primeiros minutos eu acho que o Palmeiras foi bem. Em alguns momentos algumas coisas não saíram como queríamos. Cartão amarelo para o Diogo, que não pode ficar como último homem. Coisinhas que temos que corrigir.

Primeira vez na Arena Corinthians com o Palmeiras

– Faz muito tempo (brinca Felipão). Não foi ruim, mas não foi boa. Que eu me lembre assim… Mas aqui no Dérbi foi boa. Tem que respeitar a equipe do Corinthians, o Carille, que faz um trabalho maravilhoso, é um técnico vibrante, que vai montar e ser um dos grandes do Brasil. Mas foi um bom jogo.

Momento do Palmeiras

– Eu vejo a minha equipe, o Palmeiras, melhorando dia a dia. Não foi bem nos primeiros 20 dias depois da Copa América, mas os últimos três jogos não tenho nada a cobrar, a não ser posicionamento de bola aérea que não acontecia. A mensagem que eu deixo é essa. É aquilo que eu dizia. Eu dizia, com nove rodadas, já falavam que ganhamos o campeonato, mas tinham setenta pontos para disputar. Tem muito ponto, muita coisa vai acontecer, calma. Temos uma boa equipe, recebendo o Vitor Hugo, o Luiz Adriano amanhã, o Dourado, que vem se recuperando. Então está ótimo, devagar vamos chegando.

Sobre o ataque

– Estamos pensando em dois atacantes também. Quando chegar o Luiz Adriano, ele já jogou com um atacante do lado dele fazendo esse trabalho. Podemos fazer porque temos jogadores. Só que não vamos ter muito tempo. Tentamos com Willian e Deyverson hoje. Tentamos com Willian e Borja no jogo do Godoy Cruz, lá.