Família de motociclista que morreu em cratera aberta pela Prefeitura em Fernandópolis quer justiça

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Moto da vítima caiu em uma cratera em Fernandópolis — Foto: Notícias Noroeste

G1 Rio Preto

A filha do frentista Ataíde Bernardino Ribeiro, de 55 anos, que morreu ao cair com a moto que pilotava em uma cratera aberta pela prefeitura para a realização de uma obra em Fernandópolis (SP), diz que a família tenta entender o que aconteceu e que espera justiça.

“A nossa ficha ainda não caiu. Estamos sem chão, sem saber o que fazer. Mas vou tomar minhas providências. Vou atrás porque isso não pode ficar assim. Precisamos de uma resposta e esperamos Justiça”, diz Daiane Cristina Ribeiro, de 34 anos.

Segundo a PM, a vítima estava indo para o trabalho e não teria visto a obra. O homem foi socorrido e levado para a Santa Casa da cidade, mas não resistiu aos ferimentos.

Em entrevista ao G1, Daiane ainda contou que acredita que o pai já havia feito esse caminho diversas vezes, pois é o trajeto mais curto entre a casa onde a família morava e o posto de combustíveis em que o frentista trabalhava.

O corpo de Ataíde Bernardino Ribeiro será velado e enterrado no cemitério municipal de Fernandópolis na manhã desta quarta-feira (12).

O que diz a Prefeitura

Em nota, a prefeitura afirmou que a obra visa fazer o reparo de um problema na galeria, que após fortes chuvas do mês de fevereiro sofreu o rompimento da uma caixa de interligação da rede.

A prefeitura diz ainda que as equipes de Obra e Trânsito interditaram e sinalizaram a via com placas, barreiras e dois caminhões de terra foram jogados no local também para impedir o trânsito.