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Débora Rolim da Silva chegou para audiência sobre a morte da filha Emanuelly em Itapetininga (Foto: Paola Patriarca/G1)

Emanuelly Aghata da Silva, de 5 anos, morreu em março com sinais de espancamento. Os pais, que estão presos suspeitos de praticar o crime, devem ser ouvidos na primeira sessão que a Justiça faz do caso nesta segunda-feira.

A Justiça faz a primeira audiência do caso da menina Emanuelly Aghata da Silva, de 5 anos, nesta segunda-feira (18), no Fórum de Itapetininga (SP), e deve ouvir 40 testemunhas. A garota morreu em março com sinais de espancamento. Os pais estão presos suspeitos de praticar o crime.

Phelipe Douglas Alves, de 25 anos, e Débora Rolim da Silva, de 24 anos, foram denunciados pelos crimes de homicídio quadruplamente qualificado, tortura, cárcere privado e fraude processual.

O casal, preso na penitenciária em Tremembé, está na lista entre as testemunhas que devem ser ouvidas na audiência desta segunda-feira.

Vestindo uniformes da cadeia, Débora chegou ao fórum às 10h15. A audiência começou às 10h30, com uma hora de atraso.

Suspeita é que Emanuelly foi morta pelos pais em Itapetininga (Foto: Reprodução/TV TEM)
Suspeita é que Emanuelly foi morta pelos pais em Itapetininga (Foto: Reprodução/TV TEM)

A primeira pessoa ouvida pelo juiz Alfredo Guéringer foi a babá da menina, que trabalhou por três meses na casa da família. Durante o depoimento, ela relatou que somente Emanuelly apresentava hematomas pelo corpo.

Além disso, disse que denunciou o caso após notar que havia um hematoma no olho da menina.

Em seguida, uma investigadora da Polícia Civil, que esteve no hospital com o delegado no dia da morte, prestou depoimento. Para a policial, a frieza dos pais, principalmente da mãe, chamou a atenção durante o socorro da criança.

Dois delegados, o que estava de plantão no dia da ocorrência e o que concluiu o inquérito, foram ouvidos na sequência, assim como o escrivão de plantão e a escrivã da Delegacia de Defesa da Mulher. Outros três policiais civis foram dispensados da audiência.

Por volta do meio-dia, o juiz chamou a equipe do Samu que fez o primeiro atendimento na casa da família. De acordo com um enfermeiro, Emanuelly estava inconsciente deitada na cama quando a equipe a encontrou em parada cardíaca.

Ainda conforme o enfermeiro, logo ele notou os hematomas na menina e viu que a calça dela estava molhada de urina.

Durante o relato do socorrista, o pai da menina balançou a cabeça por várias vezes, enquanto a mãe permaneceu inquieta, sempre balançando as pernas. Os dois estão sentados lado a lado, em cadeiras separadas, e ficaram de mãos dadas em alguns momentos.

Durante o depoimento da professora da Emanuelly, os ânimos entre o promotor e advogado de defesa ficaram alterados e o juiz precisou intervir .