Ex-gerente não ajuda e segurança se surpreende com acusação

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Segurança Claudecir (Jair Viana/Bom Dia).

Na CPI da Emurb, depoimento de um ex-gerente não ajudou a esclarecer
nada e acusação sobre caixa com dinheiro surpreendeu um segurança

Dois depoimentos movimentaram ontem, na Câmara de Rio Preto, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga supostas irregularidades na Empresa Municipal de Urbanismo (Emurb). Jório Basso, ex-gerente da empresa e Claudecir de Assis Gonçalves da Silva, segurança, falaram aos membros da comissão. O segurança ficou surpreso ao saber que era acusado de ficar com dinheiro da venda de talões supostamente falsos.

Segundo o presidente da CPI, vereador Marco Rillo, o depoimento de Jório Basso “não ajudou em nada. Ele falou e não explicou nada”, disse. Na saída da sala de audiência, Jório disse ao BOM DIA que havia prestado todas as informações solicitadas. “Procurei ajudar a CPI”, disse. Ele afirmou que quando assumiu a gerência da Emurb, em 2013, havia um rombo. “Assumi com um rombo no caixa e entreguei, em 2016, com saldo de R$ 300 mil”, disse.

SURPRESO – O segurança Claudecir de Assis Gonçalves da Silva ficou surpreso ao ser questionado se era verdade que chegou a receber uma caixa com dinheiro que tinha como origem a venda de talões da Área Azul, supostamente falsos. Contou que não pegou dinheiro.

As investigações sobre supostas irregularidades na administração da Emurb apontam que um aporte financeiro de R$ 350 mil, aprovado pela Câmara em dezembro de 2107, para uso exclusivo no projeto de digitalização do sistema da Área Azul, foi usado para pagamento de outros compromissos, mesmo sendo proibido.

Sobre o uso de talões falsos ou o desvio de dinheiro do pagamento da Área Azul, Marco Rillo afirmou que não é difícil averiguar as irregularidades. “É só fazendo a conta do faturamento e consumo de talões para ver se realmente existe coisa errada”, disse.