Estudantes deixam local de prova e avaliam primeira etapa do Enem

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Candidatos chegam para o primeiro dia de provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), na Tijuca, zona norte do Rio.

Os cerca de 5 milhões de inscritos para fazer o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) tiveram, neste domingo (3), cinco horas e meia para fazer a primeira etapa da avaliação. Os candidatos fizeram provas de linguagens, ciências humanas e redação.

Ao sair da escola onde fez o exame, a estudante de odontologia Amanda Batista, 20 anos, disse que a prova deste domingo foi “extensa e cansativa”. Ela contou que levou cinco horas para concluir a prova, mas saiu sem poder levar o caderno de respostas.

“Achei a prova muito interpretativa, extensa e cansativa. O tema da redação também achei bem complicado. Imaginei que fosse abordar questões de educação ou tecnologia”, contou Amanda.

A expectativa dela é de que as provas do próximo domingo (10), de ciências da natureza e matemática, sejam ainda mais difíceis. “Estou com medo da próxima prova. Apesar de me sair melhor em exatas, estou bastante ansiosa”, disse a estudante que fez o exame pela terceira vez.

Amanda relatou que as provas foram realizadas sem intercorrência, mas criticou a estrutura precária das salas onde foi aplicado o exame: “o calor estava muito forte. O ar-condicionado não funcionou e isso me atrapalhou bastante durante a prova.”

Para o estudante de ensino médio Vitor Lemos, 17 anos, a prova deste domingo foi mais “filosófica”. O aluno fez a prova na condição de treineiro, ou seja, quando o inscrito ainda não concluiu o ensino médio, mas faz o exame para treinar seus conhecimentos.

“Achei que as provas tinham um conteúdo mais interpretativo, subjetivo e filosófico. Mas posso dizer que não estava impossível e nem muito complicado”, assegura.

Em busca de uma vaga em curso de engenharia, Vitor aguardou a liberação do caderno de respostas para deixar o local de prova e, assim, conseguir conferir seu rendimento no exame. Para o estudante, o tema da redação também foi uma surpresa.

“Esse tema [Democratização do acesso ao cinema no Brasil] apareceu mais para o meio do ano, após cortes do governo na área. Realmente, não achei complexo porque a situação do setor está muito precária. Há poucas salas de cinema, o ingresso é caro e impede muitas pessoas de irem. Mas, a minha expectativa era que fosse abordado algo mais específico da área social ou temas como meio ambiente e as queimadas na Amazônia”, avaliou.

 

Por Heloisa Cristaldo – Repórter da Agência Brasil  Brasília