Estudantes de escola agrícola criam mudas de eucalipto a partir de clone em Monte Aprazível

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Alunos - Jornal bom dia
Alunos durante a aula na Etec de Monte Aprazível para clonagem de eucalipto — Foto: Reprodução/TV TEM

Estudantes da escola agrícola de Monte Aprazível (SP) estão produzindo mudas de eucalipto a partir de um clone. O estudo está focado no melhoramento da planta e os resultados estão bem satisfatórios.

Ela cresce em menos da metade do tempo das árvores convencionais e pode substituir árvores nativas em vários setores da economia que agridem o meio ambiente. A plantação faz parte de um estudo dos alunos dos cursos de meio ambiente e agropecuária.

As mudas são geradas em laboratório depois do cruzamento de duas espécies de eucalipto. O estudo está focado no melhoramento das plantas, em um processo de clonar as árvores. O primeiro passo é tirar pequenas amostras.

“Temos de escolher o tamanho da muda, a grossura do tronco e também pela folha, não pode ser escura e nem muito pequena”, afirma a estudante Paola Ribeiro, de 17 anos.

Depois de escolhida, é hora de colocar as mudas em recipientes para criar raiz. “Nessa fase ela é retirada das estacas e colocadas em tubetes, com substrato que ajuda no processo de criar raiz”, diz o estudante Mauro Konai.

Depois de aproximadamente 45 dias, quando as mudas atingirem uns 30 centímetros e ficarem com o caule bem reto, chega a hora da parte final do trabalho. Já na fazenda, os alunos preparam o solo e fazem as covas para receber a muda.

O clone da muda se adapta muito bem a diferentes solos, por isso, pouco importa se ele for úmido ou mais seco. A planta clonada geralmente tem um bom desempenho e cresce bem mais rápido do que as plantas normais.

Normalmente as árvores atingem a fase adulta com oito anos. Com esse processo, essa fase chega quatro anos depois de plantada. As árvores maiores da escola atingiram cerca de 10 metros de altura em pouco mais de um ano.

“A madeira é usada na zona rural, no lugar de espécie nativas, para tratar lascas, para carvão, para celulose. A espécie é resistente a ferrugem do eucalipto, a deficiência hídrica e se adapta ao solo não muito fértil. Além do ganho ambiental porque não usaremos a espécie nativa”, afirma o professor Antônio Donizetti Sônego.

Eucalipto clonado cresce em média na metade do tempo da planta normal — Foto: Reprodução/TV TEM
Eucalipto clonado cresce em média na metade do tempo da planta normal — Foto: Reprodução/TV TEM