Empate Indigesto

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As 15 horas Gabriel Jesus dava o pontapé inicial da estreia brasileira na Copa de 2018. O mais jovem da seleção, logo em sua primeira Copa foi o responsável por fazer a bola rolar.

Para quem gosta de estatísticas, esse jogo trouxe uma bem interessante, que aconteceria aos 20 min de jogo.

O último camisa 11 a marcar o gol da estreia de uma seleção brasileira em Copas havia sido o baixinho Romário na Copa de 94, em uma vitória sobre a Rússia.

Neste domingo o papel coube ao “pequeno mágico”, assim conhecido na Europa e chamado por nós de menino Coutinho, gol de estreia em menos da metade da primeira etapa… e Não foi qualquer gol, foi uma obra prima…

Chute bem colocado de longe, a bola viajando com aquela curva que só jogadores do talento e alto nível de habilidade tática como o Coutinho sabem dar a ela.

A alegria tomava conta da torcida brasileira, a esperança crescia cada vez mais no peito e parecia que o Brasil não teria problemas contra os suíços..Não foi bem assim.

O Brasil era infinitamente melhor, a zaga não tomava sustos, Neymar sofria com a forte marcação e faltas desnecessárias, puxões de camisa, agarrões no pescoço, difícil para quem está acostumado a jogar um futebol leve, de velocidade, de dribles desconcertantes, mas parece o único jeito ser esse para os adversários o único jeito de pará-lo.

O Brasil já não partia com tanto ímpeto no ataque e a Suíça buscava à sua maneira o equilíbrio do jogo.

O arbitro de vídeo funcionou muito bem neste início de Copa, só parecia não estar muito afim de trabalhar pela nossa seleção. Steven Zuber empurrou Miranda e subiu para fazer o gol de empate da seleção suíça, o árbitro com toda sua convicção peculiar, mandou seguir o jogo e com ele a festa dos torcedores suíços… e ainda estava por vir um agarrão em Gabriel Jesus dentro da área, pênalti, nem mesmo a carinha desesperada do nosso menino fez com que o arbitro de vídeo acordasse, só restou lamentar

Seguir o jogo para a gente não foi tarefa fácil, faltas, puxões, cera se arrastaram até os últimos minutos de jogo… Quando o Brasil, no tudo ou nada por pouco não fez ecoar o grito de gol naquele momento entalado na garganta. A boa cabeçada de Firmino não achou o gol e a finalização de Miranda caprichosamente raspou a trave. Mas a paciência é uma virtude, é só o início e nenhuma das grandes favoritas fizeram partidas para se orgulhar.

Resultado indigesto, mas o desempenho até o fim da Copa tem tudo para não ser.