Em “jogo de compadres”, França e Dinamarca protagonizam primeiro 0 a 0 e são vaiadas

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França reclamou pênalti de Dalsgaard, da Dinamarca, em Lucas Hernandez, aos 15 minutos do primeiro tempo. O árbitro brasileiro Sandro Meira Ricci foi informado pelo ponto de que não houve nada errado na jogada e deu prosseguimento ao lance (Foto: Ryan Pierse/Getty Images)

Franceses já entraram classificados e com time misto, enquanto dinamarqueses precisavam de um empate. Com notícia dos gols do Peru sobre a Austrália em Sochi, jogo em Moscou virou um grande amistoso insosso

RESUMÃO

  • DESTAQUE
  • JOGO MAIS CHATO DA COPA

    França e Dinamarca saíram de campo vaiadas pelos torcedores russos em Moscou, após o primeiro empate em 0 a 0 desta Copa do Mundo, nesta terça-feira, no fechamento do Grupo C, no estádio Lujniki. Os franceses já entraram classificados e com time misto, enquanto os dinamarqueses precisavam de um empate. Com notícia dos gols do Peru sobre a Austrália em Sochi, o jogo em Moscou virou um grande amistoso insosso, uma grande ação entre compadres, na qual as duas seleções europeias se beneficiavam.

    Dinamarca x França: seleções foram vaiadas
    Dinamarca x França: seleções foram vaiadas (Foto: Getty Images)
  • DESTAQUE
  • O QUE VEM POR AÍ

    Como primeira colocada do Grupo C, a França jogará no sábado, às 11h, em Kazan, contra o segundo do Grupo D – que pode ser a Argentina! Já a Dinamarca, segunda colocada do Grupo C, pega a melhor seleção do D, que provavelmente será a Croácia, no domingo, às 15h, em Nizhny Novgorod. A definição do adversário sai logo mais, com a terceira rodada do Grupo D começando às 15h de Brasília.

    Antoine Griezmann, da França, e Thomas Delaney, da França
    Antoine Griezmann, da França, e Thomas Delaney, da França (Foto: Dan Mullan/Getty Images)
  • DESTAQUE
  • COINCIDÊNCIA HISTÓRICA

    Foi a terceira vez que Dinamarca e França se encontraram numa Copa do MUndo, a terceira como último jogo da fase de grupos. Nas outras duas (1998 e 2002), a Dinamarca também se classificou. Na primeira delas, o goleiro era Peter Schmeichel, pai de Kasper Schmeichel.

    Peter Schmeichel, da Dinamarca, durante o jogo contra a França
    Peter Schmeichel, da Dinamarca, durante o jogo contra a França (Foto: Clive Rose – FIFA/FIFA via Getty Images)
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  • COMO FOI O PRIMEIRO TEMPO

    Foi sem graça. As equipes se mostraram lentas, pouco agressivas e não tiveram grande destaque em seus principais jogadores – Eriksen e Griezmann. Dembélé foi uma boa saída para os franceses pela direita, mas o time, desentrosado com tantos reservas (seis), não teve encaixe ofensivo. A Dinamarca, a quem interessava o empate, começou atacando, mas depois se retraiu e pouco fez em contra-ataques. A notícia do resultado de Peru x Austrália, em Sochi, contribuiu para que o jogo em Moscou se tornasse um grande amistoso.

    França reclamou pênalti de Dalsgaard, da Dinamarca, em Lucas Hernandez, aos 15 minutos do primeiro tempo. O árbitro brasileiro Sandro Meira Ricci foi informado pelo ponto de que não houve nada errado na jogada e deu prosseguimento ao lance
    França reclamou pênalti de Dalsgaard, da Dinamarca, em Lucas Hernandez, aos 15 minutos do primeiro tempo. O árbitro brasileiro Sandro Meira Ricci foi informado pelo ponto de que não houve nada errado na jogada e deu prosseguimento ao lance (Foto: Ryan Pierse/Getty Images)
  • DESTAQUE
  • COMO FOI O SEGUNDO TEMPO

    Os goleiros Mandanda (substituto de Lloris, poupado) e Schmeichel continuaram sem trabalhar, como espectadores da grande pelada de luxo no estádio de Lujniki. O técnico francês, Didier Deschamps, aproveitou para tirar os poucos titulares que não havia poupado, como Lucas Hernandez e Griezmann (mais uma vez, muito apagado). Fekir entrou e, em seu primeiro lance, quase marcou, dando mostras de que, se havia um entendimento por um 0 a 0, ninguém o avisou.

    Oliveir Giroud, da França, conversa com Simon Kjaer, da Dinamarca; jogo de compadres?
    Oliveir Giroud, da França, conversa com Simon Kjaer, da Dinamarca; jogo de compadres? (Foto: Ryan Pierse/Getty Images)
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  • ANÁLISE DAS VAIAS

    Segundo o relato de nossos repórteres no estádio Lujniki, as vaias não tinham nada de bronca, eram frustração pura, porque nas raríssimas ocasiões em que a bola chegou perto de Schmeichel ou Mandanda, as vaias foram substituídas por gritos de entusiasmo. Conforme o jogo se aproximava do final, e a França resolveu pelo menos fingir que tentava o gol, a galera adotou a Dinamarca como vilã. Os passes laterais entre os zagueiros de vermelho eram vaiados pelo estádio inteiro.

    Torcedor da Dinamarca reclama em jogo com França
    Torcedor da Dinamarca reclama em jogo com França (Foto: Getty Images)