Djokovic se emociona com carinho da torcida no Rio: “Eu me senti brasileiro”

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Impressionado com apoio, sérvio agradece pela recepção e lamenta não retribuir com vitória; nesta segunda, terá o público contra, já que pega Bruno e Marcelo nas duplas

O choro de Novak Djokovic foi simbólico após a derrota por 2 sets a 0 (duplo 7/6) para o argentino Juan Martin Del Potro, na estreia da Olimpíada do Rio de Janeiro, no último domingo. O melhor do mundo sentiu muito a queda. Por trás das lágrimas, além da frustração pela eliminação que acabou com o sonho do ouro olímpico, é como se tivesse um pedido de desculpas para a torcida brasileira por não ter revertido o apoio em vitória.

O carinho do público, da entrada à saída da quadra, emocionou o sérvio e o ajudou a aliviar a dor. Ao menos serviu como consolo e para reforçar a identificação dele com o país.

– Eu, honestamente, não sei como agradecer. Esse tipo de atmosfera senti poucas vezes na minha vida. Eu me senti como se estivesse no meu país, eu me senti como se fosse brasileiro, não sei. Foi incrível. Agradeço do fundo do meu coração. Fico triste por não ter levado a partida para o terceiro set, mas foi uma maravilhosa partida. Eu perdi, mas todos puderam acompanhar mais de duas horas de uma grande batalha – disse o número 1 do ranking mundial.

Djoko, pelo carisma e também apreço que sempre mostrou com o Brasil, com elogios ao povo e principal a Gustavo Kuerten, o Guga, já teria a simpatia dos anfitriões. Contra um argentino, então, a escolha ficou ainda mais fácil. Mas do outro lado havia a contagiante empolgação hermana nas arquibancadas. Foi uma disputa à parte – e tão bonita quanto a que foi travada em quadra. Tiveram cantos, provocações e aplausos, muitos aplausos. Os jogadores se divertiam com as reações do público e retribuíam com alguns lances espetaculares. Por pelo menos três vezes Djokovic foi reverenciado depois de um ponto, com a galera de pé.

O atual melhor do mundo ainda terá a chance de pelo menos mais um contato com a torcida brasileira. Mas desta vez não terá apoio incondicional. É que nesta segunda-feira, ao lado do compatriota Zimonjic, ele enfrenta Marcelo Melo e Bruno Soares no torneio de duplas. A partida fecha o dia da quadra 1 e colocará frente a frente os amigos Marcelo Melo e Djokovic. Os dois gravaram um vídeo juntos após o Masters 1000 de Toronto, antes da Olimpíada, comemorando cada um seu título e aquecendo para o Rio de Janeiro. Agora, amigos, amigos, negócios à parte.

– Passamos a ter uma amizade em 2007, estamos sempre conversando, com uma piada para cá, outra para lá. Temos um relacionamento legal, ele gosta muito do Brasil, sempre manda energias positivas e estava doido para vir para cá. Mas agora não tem brincadeira, o negócio ficou sério entre nós (risos) – comentou Marcelo, que integra a dupla que é esperança de medalha no tênis.

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