Diretoria Regional de Ensino afasta professor suspeito de enviar mensagens com conteúdo sexual

0
Foto mostra mensagens enviadas pelo professor para o WhatsApp da menina — Foto: Arquivo Pessoal

O professor de matemática de 52 anos que foi denunciado por uma mãe por assédio após enviar mensagens e áudio com conteúdo sexual para uma aluna de 12 anos, em Ariranha (SP), foi afastado do cargo. A informação é da Diretoria Regional de Ensino de Catanduva (SP) e foi divulgada na manhã desta quarta-feira (9).

O caso veio à tona depois que a mãe da garota de 12 anos encontrar no celular da filha conversas mantidas com o docente e ir até a delegacia para registrar um boletim de ocorrência.

De acordo com o delegado responsável pelo caso, Gilberto César Costa, um inquérito policial foi aberto e as investigações estão sendo feitas. Os pais da aluna foram ouvidos e o celular dela foi apreendido para passar por perícia.

Em entrevista, a mãe da menina alegou que mais penalidades devem ser aplicadas e que o afastamento do professor ainda é pouco. Desde que as mensagens foram descobertas, a aluna não foi mais à escola.

“Eu espero que ele nunca mais pise em uma sala de aula. Um homem desse não deveria ter diploma. É inadmissível que ele possa a voltar a frequentar o mesmo espaço que crianças”, afirma a dona de casa que preferiu não ter a identidade revelada.

Em um deles, o homem pede que a garota não comente nada. “Eu sei meu amorzinho. Mas a gente tem que disfarçar um pouquinho, senão vai dar muita bandeira. Você quer me ver preso, é isso?”

No mesmo áudio, o docente chega a pedir foto. “Não posso, assim. Eu tenho maior vontade, a gente precisa ter cuidado. Não pode vazar essas informações de jeito nenhum. Mas me manda foto, por favor, e eu quero ver pessoalmente, sim, estou louquinho. Beijos.”

Em outro, que dura poucos segundos, ele é ainda mais incisivo. “Você quer ouvir besteirinhas, quer? Então me manda fotos, gostosa.”

De acordo com a polícia, a menina estuda na Escola Estadual Gabriel Hernandes. O delegado responsável pelo caso, Gilberto César Costa, diz que um inquérito foi aberto e as investigações estão sendo feitas.

“Ainda é muito cedo para concluirmos algo a respeito deste caso. Podem existir outros crimes. Então, tudo será objeto de investigação. Ainda não podemos formar um juízo acerca deste episódio e descobrir o que de fato aconteceu”, afirma Gilberto.