Diretoria do Ielar e prefeitura de Rio Preto se reúnem para discutir futuro do hospital

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Diretoria do Ielar e prefeitura de Rio Preto se reúnem para discutir futuro do hospital (Foto: Reprodução/TV Tem)

Por ordem da Justiça, os serviços sociais do Ielar continuam funcionando.

Uma reunião entre representantes do hospital Ielar e da Prefeitura de São José do Rio Preto (SP), na quarta-feira (19), discutiu sobre o futuro do hospital, que passa por uma crise financeira. Desta vez, os representantes da instituição apresentaram a proposta de vender o hospital e o secretário de Saúde, Eleuses Paiva, sugeriu solucionar o encaminhamento de pacientes que têm deixado de ser atendidos no Ielar.

Durante boa parte da reunião, Paiva falou sobre esta sugestão, o que fez o representante do departamento jurídico do Ielar, Éder Fasanelli, acreditar que a prefeitura não esteja empenhada em manter as portas abertas, já que existem interessados na compra do hospital. “Estamos esperando a conclusão de um projeto para ser apresentado para a prefeitura e aí dependemos da aceitação dela para que o novo responsável pela gestão do Ielar mantenha os serviços e as contratualizações feitas com a prefeitura”, afirma Fasanelli.

O advogado disse que pretende apresentar as propostas de compra para a prefeitura na próxima semana. De acordo com Eleuses Paiva, reorganizar a demanda de pacientes não significa concordar com o fechamento do hospital. “Estamos com várias parcerias com entidades, como o Hospital de Base, a Santa Casa e a Beneficência Portuguesa, que vão dar suporte aos atendimentos nesse momento. Isso não significa que estamos esquecendo o Ielar, muito pelo contrário, estamos abertos a negociações e conversas”, comenta.

Para o presidente da Comissão de Saúde da Câmara, Renato Pupo, a reunião serviu para ver o empenho da prefeitura e do próprio Ielar em reabrir o hospital. “Todo mundo entendeu que o que existe mesmo é uma dificuldade de ordem legal e que juntos vamos tentar sanar, respeitando a legislação”, diz.

Entenda
O Ielar recebia todos os meses R$ 1,4 milhão como repasse contratual e, além desse dinheiro, a prefeituta também mandava mensalmente R$ 1 milhão como subvenção, que deixou de ser repassado em janeiro porque as contas do Ielar estão irregulares e o município fica impedido por lei de mandar o dinheiro. Assim, o Ielar continua fechado até a prefeitura decidir se aceita ou não a proposta apresentada nesta quarta-feira (19) pelo Ielar. Por ordem da Justiça, os serviços sociais do hospital continuam funcionando. Caso seja vendido, o comprador do Ielar vai assumir também a dívida atual de R$ 60 milhões

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